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Mostrando postagens de Março, 2013

02 #Doce Infância - Desenhos (01)

O Fantástico Mundo de Bob





A  iniciar por uma corrida radical em um velo-trol, que criança não se animava com isso? Eu pelo menos surtava. Eu tive um velo-trol, atualmente são essas motocas que as crianças de três a quatro anos têm. Nem sei se o termo "velo-trol" é utilizado ainda, ou se é apenas um regionalismo mineiro. O  meu, era rosa com branco. Tinha uma tampa atrás para se guardar fantasias infantis (o que renderá um post futuro). 
O fato é que quando iniciava-se a música instrumental do desenho, e o personagem surgia pedalando seu brinquedo, eu já estava posta ao meu pedalando em círculos. Como se eu fosse parte daquele desenho animado. 
É um dos desenhos que mais marcou a minha infância! Não apenas pelas corridas de Motinha na sala, ou pelos pulos no sofá ao som da trilha sonora do programa, mas pelo seu contexto.  É um desenho inteligente. Acreditem! Sempre retratando o lúdico infantil e abordando as experiências vividas pela fase, da idade …

Bicicleta Bêbada

Conta-se aqui o caso de um matuto vizinho meu, no qual o nome eu preservo.  É um "ninguém" desse país, como tantos outros. De origem humilde, analfabeto, trabalhador de "lombo chicoteado". Uma figura simplória e um tanto engraçada. Admirador assíduo da tradicional "cachaça"
Poucos saibam talvez, mas resido no campo. No interior, há exata uma hora da metrópole carioca. Minha casa é um sitiozinho simples, mas que tem lá seus " muito capins" para capinar. Como esse matuto ganha seu dinheirinho com essas atividades, às vezes ele vem capinar nessa terra fofa e úmida em que piso. Foi após um fim de tarde dessas capinas, que ele contou-nos o seguinte caso. Imaginem a tradicional fala caipira e lânguida e acrescentem o sotaque carioca. É de fato, chistoso. Não que eu queira posá-lo de ridículo, mas é minha obrigação de contadora de histórias compartilhar um "causo" tão original.
Após sentar-se na mesa de madeira antiga e caipira de minha varand…

Favicons+Gifs

Este é o primeiro post do Xícaras apresentando "utilitários para blog". Não sei se essa ideia vai dar certo, nem pretendo transformar isso em um costume do blog. Apenas quero compartilhar com vocês coisinhas fofurescas que eu encontrar por aí. ^^" 
Os Gifs e Favicons abaixo foram encontrados no PlaceFame . Divirtam-se :) 



















01 #Doce Infância - Doll Makers

Há algum tempo atrás, no auge dos meus dez ou onze anos eu jogava muito no Dolls. 
O que é o Dolls? É um site de bonecas pixel art, onde você tem várias opções de estilos e bonecas para vestir. 
Bonecas pixel, são bonecas construídas ponto por ponto e atualmente pode parecer uma coisa démodé  e  até é, de certa forma retrô, se levarmos em conta a tecnologia 3D. O site  ficou fora do ar por um tempo, mas voltou com uma nova paginação muito bonita.  Confesso que antigamente era muito melhor, pois as opções eram diversas e em grande quantidade!  A história da criação do site também é legal: a blogueira Lia Camargo decidiu criar um site de entretenimento infanto-juvenil para o público feminino e a ideia deu certo, atualmente muitas meninas criam suas dolls e enviam para o site. O site tem tutoriais que ensinam a criar bases, roupas, dolls e outras coisinhas relacionadas. 
Eu perdia horasconstruindo dolls dos mais diferentes estilos. Foi o meu primeiro vício da internet *-* (não é uma gracinha?)

Olhares

Às vezes eu encaro profundamente dentro de alguns olhos para tentar decifrar a alma, ou simplesmente o que eles têm a dizer, mas nada vejo. Alguns fogem. Fogem de mim? Não sei, só correm. Alguns nem voltam. 
Na maioria das vezes sou obrigada a ocultar meus castanhos míopes, para ver se alguém se aproxima. Se alguém surge afim de tentar entendê-los. Como em um tempo distante, e põe distante nisso, quando eu deixei alguém unir meus olhos aos seus, mas eram almas muito distintas. Incompreensíveis por si. Não se entendiam. Não se apaziguavam. Desejavam-se? Sim, mas não foi suficiente. 
Então nossos olhares desviaram-se. Mudaram. Perderam o brilho único compartilhado. Muito raramente, eles se esbarram, e continuam com o fulgor de querer entender um ao outro. Contudo, a decepção não é consoladora; é condenadora.


Casulo

Oh não, eu vejo Estou presa a cordas.   E eu perdi minha razão em todas as coisas que eu disse, fiz ou deixei de fazer.Coisas sem nexo. Coisas estúpidas.
Oh, não! O que é isso? Um casulo, e eu estou presa. Eu poderia tentar rasgá-lo e sai. E eu pensei em todas as hipóteses. Eu tentei morrer ali dentro.
Os problemas não eram o que eu preetendia atrair. Fazê-lo se desgastar também não. Não era a minha pretensão ferir sua alma.
Uma alma presa dentro de si. De costas para o mundo. Um alguém invernoso.  Tentando olhar para dentro e enxergar o horizonte próprio. E tudo não passa de um casulo, onde eu me contorço, viro, mas nada adianta. Ele é forte e aqui estou eu em minha bolha.

Parece que ele se conectou exalando sua poesia.

Um adeus daqueles bem dolorosos. Há exatos vinte dias, o Brasil perdeu um dos poetas mais incríveis. Traduzia a brisa das pistas de skate. Falava com paixão sobre as mensagens que a vida traz. E sua voz ecoava pela voz de um mundo de costumes, pensamentos, gerações. Gente diferente, de lugares diferentes, gostos diferentes se uniam na poesia de Chorão.  Isso está longe de ser uma homenagem, palavra alguma que eu escreva possa servir de homenagem. Esse cara ensinou muito, inclusive para mim. Também por suas canções cresceu meu amor à poesia, à escrita. Horas eu passei escrevendo aqui no blog ao som de CBJr. Enfim, é muita dor pela perda. Por saber que é mais um que ficará na playlist. Por saber que as mensagens a partir de agora vão apenas se repetir. Entretanto Chorão era muito bom com a malandragem das palavras, e todas as vezes que escutarmos uma canção dele, algo novo ela despertará.
O objetivo desse texto é um desabafo, mas também quero compartilhar uma pequena curiosidade: na manhã…

Um latido, uma alegria.

   Esse texto é uma pequena homenagem, com voz de agradecimento, ao meu vira-lata. Os cães vira-latas, não desmerecendo os demais, são muito sensíveis. Talvez seja errado dizer isso. Pode ser que todos os cães sejam tão sensíveis quanto o meu. Tendo eles pedigree, ou não. O que importa é que os cães são a melhor companhia.

     Eu me surpreendo com a capacidade que alguns cães tem, em nos compreender. Nem mesmo a maioria das pessoas, compreendem umas às outras. Mas os caninos... Ah! São sábios quando querem.
Não sei se há raciocínio no que irei dizer. Afinal, são palavras descritivas a meus sentimentos. E nem sempre os sentimentos dos outros é emprestado a alguém. Ou seja, o que para mim é uma coisa, para quem lê possa ser extrema falta de assunto ou dito tolo.


Abaçanado

Passando na calçada a moçoila eufórica não pode deixar de parar e observar a vitrine.
Teria enfim encontrado-o?
Antonieta estava com data marcada para o matrimônio há meses, porém a leseira da jovem deixou tudo por perfazer aos atrasos. Preocupou-se com tudo o que um casamento necessita. Todas as "firulas" típicas desse evento. Mas algo, de suma importância, a garota esqueceu-se : o vestido .
Encontrava-se a uma semana da festividade e sem o digno. Por isso corria às loucas por todas as ladeiras e vielas da típica cidadezinha. E como se não bastasse chovia.
Assim como ocorreu à ela e Bento Machado, também sucedeu com a vestimenta na vitrine : amor à primeira vista.
Entrou esbaforida na lojinha da modista e foi logo pedindo para experimentá-lo.
Antonieta sempre tivera um gosto muito peculiar.
O vestido era horroroso! Abaçanado da gola à cauda. A visão mais sem encanto de toda a loja. Chego a indagar-me, por que cargas d'água presenciaria entre tantos vestidos luxuosos alg…

Herbert Lucena

Em mais uma viagem minha em busca de novos talentos encontrei Herbert Lucena. Como definir : UAU ! O gênero musical que ele apresenta talvez seja um "forró/rock" . Na verdade não sei bem como descrever. Pois ele traz um misto de tradição raíz de música nordestina, mesclando com cordel e forró. Ele utiliza um composto instrumental muito, mas muito interessante! Para quem aprecia a nossa tradição brasileira, que na minha opinião além de rica é muito bonita, e também para quem busca novidade com contemporaneidade, as canções dele são uma ótima opção.
A canção : "Heroi, Vilão ou Libertário ?" foi a que eu mais gotei. Por quê? A inciar pelo arranjo de sanfona, triângulo, bateria, gaita e teclado que formam uma pegada de rock com raíz. A letra fala de "Lampião."  Essa obra foi lançada em janeiro de 2010. Eu lamento por tê-la descoberto apenas agora, e lamento mais ainda por esse estilo não ser ainda tão disseminado na nossa música nacional.
Héroi , Vilão ou Libertári…

Jamie Kimmett

Jamie Kimmett, cantorescocêsgraduado em música pela  "IanEdimburgoTomlinSchool of Music,"  ele une os gêneros Pop/Soul/ Alternativo  em canções magnéticas e românticas. O rapaz ainda participa do projeto FundaçãoEfeito Borboleta. Ele escreveu umamúsica temapara a fundaçãoe eventoschamado"Moveo Mundo". Umaparcela dos rendimentosdacançãovai paraa Fundação, que ajuda a construir orfanatosna África e naBirmânia.Talento e Solidariedade unidos? Perfeito!  Trata-se de um talento musical de algum tempo já, mas creio que aqui no Brasil, poucos conhecem.  COM CERTEZA ele é profissional e merece muito a nossa divulgação por aqui.  Sabe quando você acorda com o sol entrando no seu quarto anunciando que o dia será maravilhoso e que precisará "daquela" trilha sonora ?  Jamie Kimmett no cdplayer ! E quando você está dirigindo à viagem ou passeio, e tudo está pedindo "aquela " música?  Jamie Kimmett no cdplayer ! Ou ainda, quando você está com "a pessoa certa",…

Novamente, onde estará?

        Ele achou meu sorriso tímido, mas ele é tão contrário para mim. Disse que tinha que ir, mas me levou a sério. Eu vou fazer o que estiver ao meu alcance, mas não me pergunte seu nome.              Só a mim cabe a felicidade dele. Tantas vezes, involuntárias, eu pensava nele e no que dizê-lo.              Em uma noite qualquer dessas poderíamos agir, mas não há o que se fazer. Eu pensei naquele brilho do olhar que eu nem sabia que havia reparado. Como roubá-lo? Eu não sei onde encontrá-lo e não sei seu nome.           Foi em um sonho. Em um sonho,  eu revelei o que sentia e acordei sem pistas novamente. Resta tomar o velho navio e ir às nuvens de onde caí para então saber se é realidade.

Dizer. Dizer? Dizer!

            Eu não sei dizer às coisas que penso em dizer e até quero-as dizer. Mas por que dizer?        O que quer dizer “Eu amo você?”.  Eu disse coisas e você não parou. Eu continuei caminhando e você não seguiu. Eu parei e você não reparou no que eu tentava confessar.  Eu confessei palavras mudas, sinuosas e sobre muros.

Ondas De Ninguém

       Vejo a luz fraca ao por do sol e é inútil se conter em não relembrar momentos de antes tão leves e agora tão pesados, sufocados.           Um barco aportado sobre a areia e eu aceno aos fantasmas da minha alma quase plena que riem do caos e da confusão da multidão de gritos abafados.           A tarde cai sobre a minha solidão como um véu de seda, pianos tocando internamente como rojões que estouram a calmaria.            O amor embaraçado de um compositor apaixonado que não quer futuro. Quer paixão. E no meio do silêncio a onda vai, a onda vem. Quem será que ela traz?            De quem serão essas ondas minhas? Ninguém pode tê-las?