02 #Doce Infância - Desenhos (01)

                              O Fantástico Mundo de Bob





A  iniciar por uma corrida radical em um velo-trol, que criança não se animava com isso? Eu pelo menos surtava. Eu tive um velo-trol, atualmente são essas motocas que as crianças de três a quatro anos têm. Nem sei se o termo "velo-trol" é utilizado ainda, ou se é apenas um regionalismo mineiro. O  meu, era rosa com branco. Tinha uma tampa atrás para se guardar fantasias infantis (o que renderá um post futuro). 

O fato é que quando iniciava-se a música instrumental do desenho, e o personagem surgia pedalando seu brinquedo, eu já estava posta ao meu pedalando em círculos. Como se eu fosse parte daquele desenho animado. 

É um dos desenhos que mais marcou a minha infância! Não apenas pelas corridas de Motinha na sala, ou pelos pulos no sofá ao som da trilha sonora do programa, mas pelo seu contexto. 
É um desenho inteligente. Acreditem! Sempre retratando o lúdico infantil e abordando as experiências vividas pela fase, da idade com inteligência e pudor. Bob compartilhava dúvidas de muitas crianças. Bob fantasiava como muitas crianças. Bob retratava a geração daquelas crianças. 

Os medos dele, como de bicho-papão e dentista. Sem falar no nojo que ele tinha da sua adorável vizinha, da mesma idade, que sempre lhe tascava uma beijoca. E o tio louco que era responsável por muitas de suas aventuras? Ah... Que delícia. 

Bob é o personagem perfeito para se acompanhar toda uma longa trajetória. Tipo, se criassem episódios que mostrassem o crescimento dele, pré-adolescência e adolescência. Sei lá... Acho que a "moçada" precisa um pouco mais disso. 

Hoje... O que são os atuais desenhos animados? Cadê a simplicidade? O lúdico? A fantasia? De fato, todos os programas de TV, enfaticamente aqui nesse post, os desenhos animados refletem a geração infantil atual. E o pior é que os desenhos não são os espelhos de nossas crianças, são exatamente as fôrmas. 

O meu medo é que a minha geração que viveu, as mesmas ou semelhantes, influências que eu não fujam da atual programação em seus futuros. Partindo da ideia de que aqueles que fazem parte da minha geração terão filhos, eu fico na torcida para que eles tenham a decência de ensinar aos seus filhos as nostalgias saudáveis da vida e saibam dosar até onde o que o mundo vai apresentá-los, pode ser aproveitado.





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Bicicleta Bêbada

Conta-se aqui o caso de um matuto vizinho meu, no qual o nome eu preservo. 
É um "ninguém" desse país, como tantos outros. De origem humilde, analfabeto, trabalhador de "lombo chicoteado". Uma figura simplória e um tanto engraçada. Admirador assíduo da tradicional "cachaça"

Poucos saibam talvez, mas resido no campo. No interior, há exata uma hora da metrópole carioca. Minha casa é um sitiozinho simples, mas que tem lá seus " muito capins" para capinar. Como esse matuto ganha seu dinheirinho com essas atividades, às vezes ele vem capinar nessa terra fofa e úmida em que piso. Foi após um fim de tarde dessas capinas, que ele contou-nos o seguinte caso. Imaginem a tradicional fala caipira e lânguida e acrescentem o sotaque carioca. É de fato, chistoso. Não que eu queira posá-lo de ridículo, mas é minha obrigação de contadora de histórias compartilhar um "causo" tão original.

Após sentar-se na mesa de madeira antiga e caipira de minha varanda, e engolir seu café como alguém que sobrevive a mais um dia de trabalho; iniciou-se um diálogo de botequim, uma conversa de varanda da qual eu não sei como se estendeu. De repente a cachaça era o foco. Como ela chegara lá...? Ah! Acabo de recordar-me! Tratava-se de um trabalho que ele deixou de fazer, para ir capinar nossos poucos terrenos, e comentava-nos o motivo:

- Ora Fulano, porque você não foi à fazenda do moço para trabalhar?
- Ele dismarcô, Dona Branca! Chamô eu ali na esquina e disse que era pra ir na segunda que vai ter festa lá hoje. 
- Ah é? E ele te chamou para a festa?
- Chamô. Chamô. Vai ter uma cachaçada boa. - aqui entrou a grande estrela do assunto.
- E você vai?
- Eu não Dona Branca!
- E por que não? 
- Ah... É longe né.
- Vai com a sua bicicleta. Deixa de ser bobo! É fim de semana.
- Virge Maria. Eu não! Cruz credo! Eu tô querendo me livrar dela!
- Da bicicleta?
- E num é??
- Por que? - aqui estávamos todos de ouvidos aguçados e curiosíssimos.
- Essa infeliz me deu uma rasteira um dia desses!
- A bicicleta? - eu perguntei já imaginando: "isso vai dar texto".
- É minina
- Conta isso direito fulano! - minha mãe já estava com a cara dela de "eu preciso saber" - Quer mais café? - ela perguntou-o. 

Penso que ela achava que o café era um soro da verdade com a forma como serviu-o, pois eu cheguei a imaginá-la como o Snape manejando a poção no Bartolomeu Crouch Jr.

- Outro dia eu saí pra um forró e bibi uns dedim de cachaça lá, saí de madrugada. Caiu uma chuva daquelas de trovoada Dona Branca! Na hora de vir pra casa, muntei na bicicreta e ela num andava. Eu pedalei, pedalei, pedalei e a bicha num andava. - eu segurava o riso na goela nesse momento, não somente pela história, mas também por toda a encenação exagerada do contador. - Quando ela destravou, eu pedalei e ela ia um pouco e parava. 
- Ô fulano, a bicicleta não andava? Ela bebeu demais né? - e o dito cujo ria da maneira como minha mãe zombava.
- Ó dona Branca, é verdade. Pergunta pro Ciclano! Ele me achou na rua no outro dia e me levou pra casa.
- Você não deu conta de chegar em casa? - eu perguntei segurando altas gargalhadas.
- Num sei minima, só lembro que caí na vala e joguei a bicicreta fora. Depois só acordei de manhã carregado. O minino catou a bicicreta pra mim. A culpa é da bicicreta, ela não tá muita boa dos pedal. 

Fim. Com muitas gargalhadas chorativas*, é claro! Nós não conseguimos nos segurar diante aquilo tudo.

E eu me pergunto... O que seria da minha vida sem essas pequenices? Tudo bem que se eu não me esbarrasse mais com essas figuras, eu não deixaria de viver, mas é desse tipo de história que o meu olhar sobre o mundo torna-se cada vez mais simples. 
Alguém que culpa a bicicleta pela bebedeira, dando vida à coisas mortas, apenas pela diversão de contar um caso mentiroso, ou fantasiar, ou ainda desfocar a própria culpa arrancando algumas gargalhadas... Isso é tão inspirador!

Meninas do interior como eu, talvez entendam a diferença que essas coisas de vida na roça fazem sobre o dia-a-dia. Para outros... Esse é só mais um texto, de uma história roceira.

Chorativas: analogismo próprio com o significado de excessivo choro, ou derramar de lágrimas. 


Até outra hora. 


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Favicons+Gifs

Este é o primeiro post do Xícaras apresentando "utilitários para blog". Não sei se essa ideia vai dar certo, nem pretendo transformar isso em um costume do blog. Apenas quero compartilhar com vocês coisinhas fofurescas que eu encontrar por aí. ^^" 

Os Gifs e Favicons abaixo foram encontrados no PlaceFame . Divirtam-se :) 



           





 


 


 








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01 #Doce Infância - Doll Makers

Há algum tempo atrás, no auge dos meus dez ou onze anos eu jogava muito no Dolls. 

O que é o Dolls?
É um site de bonecas pixel art, onde você tem várias opções de estilos e bonecas para vestir. 

Bonecas pixel, são bonecas construídas ponto por ponto e atualmente pode parecer uma coisa démodé  e  até é, de certa forma retrô, se levarmos em conta a tecnologia 3D. O site  ficou fora do ar por um tempo, mas voltou com uma nova paginação muito bonita. 
Confesso que antigamente era muito melhor, pois as opções eram diversas e em grande quantidade! 
A história da criação do site também é legal: a blogueira Lia Camargo decidiu criar um site de entretenimento infanto-juvenil para o público feminino e a ideia deu certo, atualmente muitas meninas criam suas dolls e enviam para o site.
O site tem tutoriais que ensinam a criar bases, roupas, dolls e outras coisinhas relacionadas. 

Eu perdia horas construindo dolls dos mais diferentes estilos. Foi o meu primeiro vício da internet *-* (não é uma gracinha?) . Hoje... Bem, estou completamente infectada pela internet&afins, mas tento fazer algo positivo com isso ^^' 

Quem ficou curioso, dá uma passada lá: Dolls 

Beijos :)

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As nuances da Páscoa

Páscoa! Uma data comemorativa de sentido religioso (muito bonito, por sinal), mas que na verdade é visto apenas como Festival da Chocolatria* Neurótica

Uma época de crianças com dentes amarelados e manchados, dentistas bem remunerados, coelhos que colocam ovos, gula, dieta e cartão estourado.

Na Páscoa, você paga até dez vezes mais o preço de um chocolate pelo simples prazer de "viver a data". E ainda há quem não tem o que comer em casa, mas quer mesmo um ovo de páscoa. Pessoas extremamente endividadas, com ovos tamanho G trufados e caríssimos. 
Nuances da Páscoa... 



A minha Páscoa? Oração, agradecimento e se quiserem me dar algum ovo de Páscoa, deem-me a quantia de dinheiro que o bendito ovo custa e eu compro sei lá... Uma barra gigante de chocolate e ainda me sobram uns trocados. 

As barras de chocolate profissional variam dos 25 aos 40 reais. A barra Garoto, custa  R$ 32,00 (em um lugar de preço médio). 

Avaliem as imagens:





Então fica aí a dica: você não é mais criança para pagar um absurdo em uma miséria de chocolate apenas pelo brinde que há dentro dele, e seus filhos... Eduque-os economicamente para eles terem noção do "valor" do dinheiro. Assim, serão menos nomes protestados futuramente. Cidadãos conscientes! Afinal é muito árduo conseguir seu dinheirinho para você torrá-lo por uma simples manipulação de marketing.

* Chocolatria - analogismo por mim inventado, que significa ideologia ao chocolate. 


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Olhares



Às vezes eu encaro profundamente dentro de alguns olhos para tentar decifrar a alma, ou simplesmente o que eles têm a dizer, mas nada vejo. Alguns fogem. Fogem de mim? Não sei, só correm. Alguns nem voltam. 
Na maioria das vezes sou obrigada a ocultar meus castanhos míopes, para ver se alguém se aproxima. Se alguém surge afim de tentar entendê-los. Como em um tempo distante, e põe distante nisso, quando eu deixei alguém unir meus olhos aos seus, mas eram almas muito distintas. Incompreensíveis por si. Não se entendiam. Não se apaziguavam. Desejavam-se? Sim, mas não foi suficiente. 
Então nossos olhares desviaram-se. Mudaram. Perderam o brilho único compartilhado. Muito raramente, eles se esbarram, e continuam com o fulgor de querer entender um ao outro. Contudo, a decepção não é consoladora; é condenadora.


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Casulo





Oh não, eu vejo
Estou presa a cordas.  
E eu perdi minha razão em todas as coisas que eu disse, fiz ou deixei de fazer.Coisas sem nexo. Coisas estúpidas.

Oh, não! O que é isso?
Um casulo, e eu estou presa.
Eu poderia tentar rasgá-lo e sai. E eu pensei em todas as hipóteses. Eu tentei morrer ali dentro.

Os problemas não eram o que eu preetendia atrair.
Fazê-lo se desgastar também não.
Não era a minha pretensão ferir sua alma.

Uma alma presa dentro de si. De costas para o mundo. Um alguém invernoso. 
Tentando olhar para dentro e enxergar o horizonte próprio.
E tudo não passa de um casulo, onde eu me contorço, viro, mas nada adianta.
Ele é forte e aqui estou eu em minha bolha.


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Parece que ele se conectou exalando sua poesia.

Um adeus daqueles bem dolorosos. 

Há exatos vinte dias, o Brasil perdeu um dos poetas mais incríveis. Traduzia a brisa das pistas de skate. Falava com paixão sobre as mensagens que a vida traz. E sua voz ecoava pela voz de um mundo de costumes, pensamentos, gerações. Gente diferente, de lugares diferentes, gostos diferentes se uniam na poesia de Chorão. 
Isso está longe de ser uma homenagem, palavra alguma que eu escreva possa servir de homenagem. Esse cara ensinou muito, inclusive para mim. Também por suas canções cresceu meu amor à poesia, à escrita. Horas eu passei escrevendo aqui no blog ao som de CBJr. Enfim, é muita dor pela perda. Por saber que é mais um que ficará na playlist. Por saber que as mensagens a partir de agora vão apenas se repetir. Entretanto Chorão era muito bom com a malandragem das palavras, e todas as vezes que escutarmos uma canção dele, algo novo ela despertará.

O objetivo desse texto é um desabafo, mas também quero compartilhar uma pequena curiosidade: na manhã  em que ele fez a manobra sem volta, eu acordei com a música "Só os loucos sabem" na cabeça. Cantarolei ela durante toda a manhã, até ver o noticiário, onde cantá-la com alegria não era possível. Não naquele momento. E a curiosidade é que essa semana, descobri duas outras pessoas que naquele dia também acordaram cantando Charlie Brown. Como se ele estivesse tocando nossas almas em despedida. 
Parecia que ele se conectou com sua turma, exalou sua poesia entre nós, de novo.

E mais uma vez, Cazuza: "Meus heróis morreram de overdose..." . É uma profecia?

#ObrigadaChorão 


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Como se o homem precisasse de arma!

Até quando qualquer pessoa poderá andar por aí com uma arma?

Antigamente, (numa época não tão péssima) porte de arma era "artigo de luxo", digno de funções estabelecidas e avaliação de caráter. 
Ninguém precisava de uma arma. Talvez pela eficácia da segurança militar, ou na melhor das hipóteses, pelo regime ditatorial. 
Então tudo deu uma revira-volta e iniciou-se o processo da "Terra do Não Tem Não!".

Não sabe o que é a "Terra do Não Tem Não!" ? Como não? Você vive nela! Está com seus pés sobre ela. Aqui tudo pode. Não é assim que funciona?

Pois bem, implantado o novo governo, a frase mudou para: 

- Fulano tem uma arma, é mais seguro. Vou tirar um porte!


Passou-se um pouco mais de tempo, e a coisa multiplicou!  Quando piscou-se os olhos, para todo lado que se olhava comprava-se uma arma:

- Alô leiteiro! Me vê uma arma!
- Poxa camarada, só com porte... Sabe como é né...
- Aqui o porte! Tirei essa semana!

E lá ia o leiteiro, o padeiro, o açougueiro ou qualquer Zé Ninguém vendendo arma. Ah, mas claro! Só mediante a apresentação do maldito porte!

As coisas continuaram, continuaram até que chegamos ao parâmetro atual:

- Ô Maria! Esquenta a janta aí, que eu vou rapidinho ali na esquina!
- Fazer o quê?
- Comprar uma arma. Tem um camarada aí ligado nas numerações raspadas!
- Não demora! Aproveite e leve a outra, que o gatilho está travado! Talvez eles troquem!

O homem das cavernas parou de atirar pedras e evoluiu para um homem das cavernas que tem um estilingue que atira fogo! É muito inteligente esse homo sapiens! Como se ele precisasse de arma para matar. 

Esse instrumento tão popular e eficaz para o aumento das taxas de mortalidade, está dando em árvore, brotando do chão e assim como o Smartphone  todo mundo tem. Não no bolso, mas na cintura, na panturrilha talvez, certo mesmo é que tem guardado em casa. Em gavetas de berço, mochilas nos guarda-roupas, no baú de brinquedos do filho caçula ou nos potes de arroz da cozinha. 

Daqui há um tempo eu deva voltar com um post retratando o novo estágio dessa situação:

- A vizinha deixou o cachorro sem comida por algumas horas e morreu.
- O cachorro?
- Não, a vizinha.
- Como assim?
- Morreu com um tiro.
- Quem atirou?
- O cachorro.

Até a próxima.



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A Liberdade de Pensamentos e Expressão

A internet. Grande mega-fone do mundo. Nela tudo se diz, tudo se vê, tudo se expõe. Contudo não vamos confundir liberdade de pensamentos e expressão com desrespeito e libertinagem.

Recordando:

TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º - (...) 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Garante a liberdade de pensamento, defesa das opiniões individuais sendo proibido o anonimato. Por que? Porque as proporções ao qual tais atitudes forem submetidas explicitam o vigor, limite e a fidelidade à lei.

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da
indenização por dano material, moral ou à imagem;


Falou demais? Não pensou e feriu o direito do outro? Melhor contratar um advogado.

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a
suas liturgias;


(...)
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença;


Não pode-se coibir as manifestações culturais, crença, religiosas e outros gêneros. Todos tem o livre arbítrio e a censura é livre desde que não corrompa-se a lei e o respeito entre indivíduos. 

Aquela velha história... Religião e futebol não se discutem.

-O que falar, quando falar e onde falar?É deliberativo.  
-Até onde nossas opiniões devem ser censuradas?
Até onde não se ultrapasse o quadrado alheio. 
- Quando o meu direito de expor meus pensamentos são limitados ou ferem o direito do outro? Toda vez que a minha opinião gerar atitudes agressivas, preconceituosas, humilhantes, desrespeitosas ao meu semelhante. 
 Até a próxima. 



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Garantia de bem-estar para cada indivíduo


Então agora falaremos do bem-estar do povo brasileiro! Esse povo diversificado que muitas vezes se contenta com muito pouco. Mas não vamos generalizar, falamos de uma "pequena" parte! 

O bem-estar como direito de todo ser humano, mas o que significa a expressão "bem-estar"?


bem-estar 

s. m.

1. Situação agradável do corpo e do espírito.

2. Tranquilidade.

3. Conforto.
4. Satisfação.



Opa... Espera! Tem alguma coisa errada! Cadê a tranquilidade? O Conforto? A satisfação? 

Pois bem, não é necessário muitas linhas para se comprovar que esse direito está sendo suprimido. Basta precisar de atendimento público à saúde. Pessoas agem indiferentes à situação do outro, há escassez de recursos por culpa do desvio de verba, profissionais sem compromisso e ética. Àqueles que buscam ser de fato, profissionais, tem que lidar com as dificuldades, como o excesso de leitos, que é um equívoco grave. Superlotação descontrolada e desordem. Os pacientes estão em estado precário onde quando não se está pagando para morrer, paga-se para ser torturado. Sim, tortura permissiva. Tortura de autoflagelo, porque uma população calada, surda e muda é praticamente masoquista! A corrupção atualmente é a válvula principal de desgaste da saúde pública.
Não há satisfação, tranquilidade e nem conforto nisso.

Basta presenciar encostas caindo sobre casas construídas negligentemente, famílias sem moradias, pessoas enfrentando enchentes para chegar em casa após um exaustivo dia de trabalho, que novamente nota-se com o quão pouco a massa brasileira se contenta e como, o descaso sobre a própria função refletido através dos poderes públicos tornou-se cotidiano.
Não há satisfação, tranquilidade e nem conforto em nada disso também.

Basta ver seu suado dinheiro voando para bem longe com a instabilidade exagerada dos índices inflacionários demonstrados no aumento dos combustíveis, onde até quem anda a pé paga pela gasolina cara. 
Uma família de classe média, que sobrevive com pouco mais de um salário mínimo, quase não come. Nem é ousadia dizer, que entra-se em um supermercado "chorando", fazendo as contas do mínimo a se gastar e tendo que escolher por um alimento e outro, não por causa da tabela calórica, mas pela tabela inflacionária. 

O que dizer das famílias de baixa renda?  Essas levam como podem, ora deixando as crianças alimentarem-se somente nas escolas enquanto os pais fazem bicos, ora catando cestas-básicas, ora deixando-se esvair para a marginalidade. O pobre cada vez mais pobre não é um mal do capitalismo. É um mal do preguiçoso, do covarde, do ignorante que sempre irá se contentar com um pouco de lazer e cerveja gelada. 

Recordando:


TÍTULO II

DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

(...)

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,

garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito

à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta

(...)

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;


Então retornemos aos pontos da proposta deste debate: Realmente não há tortura ao cidadão brasileiro? 

tortura 

(latim tortura, -ae

s. f.

1. Qualidade do que é torto ou tortuoso. = CURVATURA, TORTUOSIDADE

2. Grande sofrimento infligido de forma deliberada a alguém (ex.: confessar sob tortura). = SUPLÍCIO

3. [Figurado]  Grande sofrimento físico. = SUPLÍCIO, TORMENTO
4. Angústia.
5. Situação difícil. = APERTO


Brasileiro: povo torturado, autoflagelado, humanos muitas vezes em situações desumanas.
Satisfação, tranquilidade e conforto são substantivos quase utópicos, mas fundamentados na Constituição Federal Brasileira em que somente está a teoria. A prática é outra. A prática na verdade, não existe. 
Esse é o país da Copa. Esse é o pais das olímpiadas. Esse é o país do tolo mudo.

Como diria meu pai, é tudo na base do "lesco-lesco"


Até a próxima.


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Garantia de Igualdade Entre Gêneros


          No último post, foram abertos alguns debates e hoje darei continuidade.

    Segundo o site Uol-Economia , o Brasil ocupa o quadragésimo sexto lugar em igualdade entre homens e mulheres. Sabe-se que nas últimas décadas o país tem evoluído bastante em determinados aspectos. A ascensão feminina e, a inversão de papéis de atuação, entre ambos os sexos são alguns desses aspectos. 

    As mulheres estão cada vez mais ativas no mercado de trabalho e isso não é surpresa. Pelo contrário, já era uma evolução esperada e muito esperada. O homem por sua vez, tem dado às mulheres, este espaço optando por inverter a situação. Talvez, pela liberdade de expressão homossexual e novas informações a cerca disso que vêm recorrendo, os homens tenham perdido o preconceito em dedicarem-se à profissões antes, exclusivamente femininas.

    Na construção civil, ano após ano os cursos recebem inscrições crescentes do público feminino, assim como as carreiras militares, engenharias, motoristas comerciais, taxistas, cargos de gerência e direção, indústrias e até na bolsa de valores, etc. 

    A população masculina também não fica por fora. Cresce o número de "pais de família": maridos que optam por cuidar do lar enquanto as esposas ganham às ruas trabalhando. Em algumas regiões já é possível escutar a expressão "marido de aluguel". Profissionais que são contratados não somente para auxiliar as donas de casa, nos serviços mais difíceis, como também para exercer a função dessas. Uma espécie de "diarista". Uma das áreas mais visíveis que servem como indicador da abrangência masculina é a estética, em profissões como cabeleireiros, podólogos, estilistas, costureiros; também nas atividades de saúde e alimentação tais como nutricionistas e gastrônomos, entre outros. 

   Não há classificação de profissões que sirvam para diferenciar os gêneros. Seria inclusive, anti-moderno, mas engana-se quem pensa que não há exclusão ou opressão. Muitos homens e mulheres têm enfrentado, silenciosamente, aquele "olhar torto" dos companheiros de trabalho. Principalmente nesses últimos anos, onde o homossexualismo tem ganhado mídia.  E uma coisa, não tem nada a ver com a outra. Ainda há quem estabeleça críticas homossexuais para mulheres e homens que optam por "papéis trocados".

  É totalmente compreensível a estranheza diante o exótico, o novo, afinal somos humanos. Seres de inteligências nem sempre ilimitadas, porém alimentar ideias e convicções opressoras, intimidadoras, ou que levem às práticas de exclusão e preconceito... Em pleno século XXI, ano de 2013? É inadmissível! 

Até a próxima.


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Um latido, uma alegria.


   Esse texto é uma pequena homenagem, com voz de agradecimento, ao meu vira-lata. Os cães vira-latas, não desmerecendo os demais, são muito sensíveis. Talvez seja errado dizer isso. Pode ser que todos os cães sejam tão sensíveis quanto o meu. Tendo eles pedigree, ou não. O que importa é que os cães são a melhor companhia.

     Eu me surpreendo com a capacidade que alguns cães tem, em nos compreender. Nem mesmo a maioria das pessoas, compreendem umas às outras. Mas os caninos... Ah! São sábios quando querem.
Não sei se há raciocínio no que irei dizer. Afinal, são palavras descritivas a meus sentimentos. E nem sempre os sentimentos dos outros é emprestado a alguém. Ou seja, o que para mim é uma coisa, para quem lê possa ser extrema falta de assunto ou dito tolo.


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Abaçanado


Passando na calçada a moçoila eufórica não pode deixar de parar e observar a vitrine.
Teria enfim encontrado-o?
Antonieta estava com data marcada para o matrimônio há meses, porém a leseira da jovem deixou tudo por perfazer aos atrasos. Preocupou-se com tudo o que um casamento necessita. Todas as "firulas" típicas desse evento. Mas algo, de suma importância, a garota esqueceu-se : o vestido .
Encontrava-se a uma semana da festividade e sem o digno. Por isso corria às loucas por todas as ladeiras e vielas da típica cidadezinha. E como se não bastasse chovia.
Assim como ocorreu à ela e Bento Machado, também sucedeu com a vestimenta na vitrine : amor à primeira vista.
Entrou esbaforida na lojinha da modista e foi logo pedindo para experimentá-lo.
Antonieta sempre tivera um gosto muito peculiar.
O vestido era horroroso! Abaçanado da gola à cauda. A visão mais sem encanto de toda a loja. Chego a indagar-me, por que cargas d'água presenciaria entre tantos vestidos luxuosos algo tão disforme?
O fato é que não era a peça de todo mal, tinha sua individualidade, mas não adequava-se à finalidade tampouco à idade de quem a vestiria.
Antoninha como grandessíssima teimosa que nascera, recusou-se de optar por outros nobres tecidos. Assim casou-se, dentro de um vestido abaçanado. Porém, casou-se feliz e no findar, isso é o que importa.

Abaçanado adj. De um branco fusco e baço.

Vocabulário :
- Leseira : preguiça, moleza, lerdice.
- Firulas : neologismo popular; frescuras.
- Esbaforida : Afobada. 
- Peculiar: próprio.
- Disforme : monstruoso.
- Findar : concluir, fim.

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Herbert Lucena


Em mais uma viagem minha em busca de novos talentos encontrei Herbert Lucena. Como definir : UAU !
O gênero musical que ele apresenta talvez seja um "forró/rock" . Na verdade não sei bem como descrever.
Pois ele traz um misto de tradição raíz de música nordestina, mesclando com cordel e forró. Ele utiliza um composto instrumental muito, mas muito interessante!
Para quem aprecia a nossa tradição brasileira, que na minha opinião além de rica é muito bonita, e também para quem busca novidade com contemporaneidade, as canções dele são uma ótima opção.

A canção : "Heroi, Vilão ou Libertário ?" foi a que eu mais gotei. Por quê?
A inciar pelo arranjo de sanfona, triângulo, bateria, gaita e teclado que formam uma pegada de rock com raíz. A letra fala de "Lampião."  Essa obra foi lançada em janeiro de 2010. Eu lamento por tê-la descoberto apenas agora, e lamento mais ainda por esse estilo não ser ainda tão disseminado na nossa música nacional.


As demais músicas que eu ouvi foram "Me Perguntaram e eu respondi" e "Samba na Casa de Biu" são ambas canções muito boas de ouvir, refletem a cultura tradicional nordestina, que passa por letra, instrumental e sotaque.

É muito bom quando encontramos qualidade musical, porque na velocidade que nosso país está lançando "qualquer ou muito pouca coisa", essas demonstrações verdadeiras de brasilidade acabam ficando obsoletas. Eu, como patriota apaixonada pela cultura geral da minha nação, curiosa com as comunicações populares e principalmente apreciadora de qualidade musical,  mais do que indico que ouçam essas canções!

Vocês podem ouvir e encontrar o Herbert Lucena no Myspace !



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Jamie Kimmett

Jamie Kimmett, cantor escocês graduado em música pela 
"Ian Edimburgo Tomlin School of Music,"  ele une os gêneros Pop/Soul/ Alternativo 
em canções magnéticas e românticas.
O rapaz ainda participa do projeto Fundação Efeito BorboletaEle escreveu uma música tema para a fundação e eventos chamado "Move o Mundo". Uma parcela dos rendimentosda canção vai para a Fundação, que ajuda a construir orfanatos na África e na Birmânia.Talento e Solidariedade unidos? Perfeito! 
 Trata-se de um talento musical de algum tempo já, mas creio que aqui no Brasil, poucos conhecem. 
 COM CERTEZA ele é profissional e merece muito a nossa divulgação por aqui. 
  
Sabe quando você acorda com o sol entrando no seu quarto anunciando que o dia será maravilhoso e que precisará "daquela" trilha sonora ? 
Jamie Kimmett no cdplayer !
E quando você está dirigindo à viagem ou passeio, e tudo está pedindo "aquela " música? 
Jamie Kimmett no cdplayer !
Ou ainda, quando você está com "a pessoa certa", curtindo alguns carinhos ao embalo de canções que tornem a situação ainda mais inesquecível : canções de Jamie Kimmet  !

Enfim, o músico apresenta um trabalho versátil e eclético e acreditem meus queridos, isso não é fácil de ser feito ! 
Por isso, será um crime se vocês não escutarem e tornarem "Favoritos" no seu computador ou Player de Áudio todas as músicas desse garoto lindo !


Super indico e a minha favorita fica com : Tiers , lançada em janeiro de 2009 e Where I'm Supposed to be .  

  

TIERS 

WHERE I'M SUPPOSED TO BE

Curtam muito : 


Vocês podem conferir o som em : 


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Novamente, onde estará?





        Ele achou meu sorriso tímido, mas ele é tão contrário para mim. Disse que tinha que ir, mas me levou a sério. Eu vou fazer o que estiver ao meu alcance, mas não me pergunte seu nome.
             Só a mim cabe a felicidade dele. Tantas vezes, involuntárias, eu pensava nele e no que dizê-lo.
             Em uma noite qualquer dessas poderíamos agir, mas não há o que se fazer. Eu pensei naquele brilho do olhar que eu nem sabia que havia reparado. Como roubá-lo? Eu não sei onde encontrá-lo e não sei seu nome.
          Foi em um sonho. Em um sonho,  eu revelei o que sentia e acordei sem pistas novamente. Resta tomar o velho navio e ir às nuvens de onde caí para então saber se é realidade.
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Dizer. Dizer? Dizer!


            Eu não sei dizer às coisas que penso em dizer e até quero-as dizer. Mas por que dizer?
       O que quer dizer “Eu amo você?”.  Eu disse coisas e você não parou. Eu continuei caminhando e você não seguiu. Eu parei e você não reparou no que eu tentava confessar.  Eu confessei palavras mudas, sinuosas e sobre muros.


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Ondas De Ninguém


       Vejo a luz fraca ao por do sol e é inútil se conter em não relembrar momentos de antes tão leves e agora tão pesados, sufocados.
          Um barco aportado sobre a areia e eu aceno aos fantasmas da minha alma quase plena que riem do caos e da confusão da multidão de gritos abafados.
          A tarde cai sobre a minha solidão como um véu de seda, pianos tocando internamente como rojões que estouram a calmaria.
           O amor embaraçado de um compositor apaixonado que não quer futuro. Quer paixão. E no meio do silêncio a onda vai, a onda vem. Quem será que ela traz?
           De quem serão essas ondas minhas? Ninguém pode tê-las?





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Plágio é Crime

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