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Mostrando postagens de Abril, 2015

#XícaraVIP - 09 - Chega mais, Millôr!

Sabe quando um sujeito - a fim de convencer-te de algo faz juramentos e lhe dá garantias de que você estaria fazendo "um bom negócio" - sofre com um problema chamado: falta total de lábia? Pois bem, dessas frases redundantes e dessas promessas e pedidos que nos fazem pensar "e eu com isso, meu senhor?", Millôr utilizando novamente do humor nos apresenta:
PIF-PAF | O CRUZEIRO | 1955
Garantias Que Não Interessam
"Uma coisa eu posso afirmar: se esta geladeira não for a mais prática e duradoura que existe na praça o senhor pode me cuspir na cara."
Melhor pagar adiantado.
"Leve em confiança - se, em qualquer tempo, esta fazenda encolher ou desbotar, eu engulo ela inteirinha."
Não é para tanto companheiro, na pior das hipóteses traga alguns pincéis, aquarela ou agulhas, retalhos e linhas. 
"Traga sua filha, sua irmã e sua noiva para ver este maravilhoso espetáculo. Garantimos que vão todos morrer de tanto rir."
Homícidio culposo, familiocídio.…

Os homens não são de Marte.

Ilógico dizer que à Marte eles pertencem, pois de Marte já conhecemos tanto e deles, falta muito. Embora às vezes previsíveis digo que, previsíveis somos nós mulheres. Um ou outro destoa. Um ou outro fala nossa língua.  Um ou outro são moldados em baú de ferro, do qual nada se pode tirar. E não existe para uma mulher nada pior do que, a não compreensão do outro. Àqueles homens que não entendemos, não compreendemos, que carregam o mistério na alma, tensão no olhar e despertam nossa curiosidade só há algo a dizer: Saturninos. Pois incompreensíveis são seus anéis formadores de uma barreira transparente que nos impede de aproximar.  Julgo neles, a razão de tais obstáculos estar intrínseca num desejo de terra inabitada e, de solo infértil que os mesmos promovem. Vinculado ao medo do estranho (que somos nós).  De Marte somos nós. De nós tudo sabem. E mesmo sabendo tudo ou quase, a teimosia de chamar-nos desconhecidas permanece. Os homens não são de Marte. Os homens são de Saturno, envólucr…

Menino Estrela

De todo o pouco tempo vivido por mim, algumas emoções mordentes obtive. Falo dessas coisas loucas que acontecem o tempo inteiro, coisas que nossa vã filosofia não explica, ou se explica desconhecemos. Coisas minúsculas, mas visíveis cujo ao destino responsabilizamos. Dentro desse amontoado de "acasos" estão os encontros. D'onde ouso sugerir serem as maiores belezas da vida, pois são o que a formam.  O tempo todo encontramos algo ou alguém e o que seria de nós se, só estivéssemos? Em vinte e um anos, encontros não me faltaram. Gente que veio e ficou. Gente que veio e se foi. Gente que nem veio, mas que me levou...  O motivo pelo qual hoje escrevo não existe. Apenas deleito dedos sobre teclas devaneando sentimentos, e emoções embaladas por canções. E foram tais canções, que me trouxeram refletir sobre o menino estrela.  Carinhosamente por mim assim chamado, o menino estrela é um desses encontros do acaso, onde explicação não há para tal ocorrido. E puxa... Como eu sou grata à m…