Amor Animal.

CHEGA DOS RÓTULOS QUE DIZEM SE IMPORTAR COM OS ANIMAIS, QUANDO NA  VERDADE TODA A REVOLTA É EGOCÊNTRICA. TUDO UMA FALSA VISÃO ATIVISTA DA SOCIEDADE SUJA EM QUE VIVEMOS!




Um olhar caído. Deitado, já não consegue mais unir forças para levantar.
É triste vê-lo assim. Não o conheço, nunca o vi, mas esta cena miserável da banalização, da perda de valor à vida me comove.
Levo-o para casa, cuido de seus males,  dou-lhe amor, carinho, esperança na minha espécie, até um lar. Porém há tantos outros lá fora, que não podem esbarrar com uma alma que esteja solícita, solidária e humana como a minha.
Eu quero e posso fazer algo!  Eu posso incentivar, ajudar e implorar para que você também ajude!
Adote, doe, voluntarie-se em cuidar de animais perdidos e mau tratados. Separe quinze minutos da sua vida não para conquistar sonhos capitalistas, mas para conquistar glória espiritual, glória com sua própria consciência, se você possuir alguma. SEJA HUMANO! SEJA RACIONAL!

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          Planeta Pet

Por Rayanne Nayara. 


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Chuva, Poças e Cinza.








Quando saímos da sala de aula, esbarramos pelos corredores e nos repelíamos.
Na porta do refeitório passamos juntos. Nos encaramos e ainda nos repelíamos.
Todos olhavam. Curiosos queriam perguntar. 
Sentei-me a mesa dos amigos, ainda o olhava. E você balançava seu suco.
Fingia que eu não existia, certo eu faria o mesmo.

Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos.
Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva,
poças e cinza.

Andando no estacionamento entrei no carro e te fechei. 
Olhou-me pelo retrovisor abaixou a cabeça e sorriu sarcástico.
Deixou passar a provocação.
Fomos para nossas casas.

E então tudo ficou sombrio de mais, estávamos longe.
Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos.
Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva,
poças e cinza.

Contava os minutos passando para chegar o outro dia.
Na máquina de refris brigarmos de novo.
E na aula de biologia dividirmos o microscópio, e na aula de  química causarmos juntos alguma explosão.
Chamando a atenção de todos para o nosso amor repulsivo, o nosso amor inaudível, invisível, cabalístico.

Porque para os outros o que era profunda raiva, para nós era desejo reprimido e ficou cada vez mais claro que precisávamos dauqueles choques espontâneos. 
Porque nos perguntavam, sobre as  desavenças.

Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos
Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva,
poças e cinza.

Passei por você no pátio da faculdade. 
Você entendeu o recado e assim me seguiu.
Fomos até o bosque mais afastado.
Sentamos no chão lado a lado e vivemos a atmosfera envolta no silêncio.
Ninguém falava, mas assim era ótimo.
Nada de perguntas e nem de respostas.

Olhar um nos olhos do outro.
Encostamos as pontas dos narizes, gelados.
Fazia cócegas.
Eu poderia vomitar borboletas e seu coração poderia fazer um solo de bateria.

Deitei no seu peito e escutei a sua vida.
Então nos beijamos, um beijo reprimido. E longo.
Molhado e doce. Sincero e voraz.

Quando voltamos tudo era igual.
Nos armários discutimos. As pessoas tentavam separar a briga,por dentro ríamos.
Tolos perguntando o que havia acontecido, por que gritávamos. 
Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos
Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva, poças e cinza.


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Brilho de Sol Reluzente.








Eu nunca quis entender e ainda não entendo.
Não sei qual é a função do amor.
Meu coração já partiu-se muitas vezes.
É uma sensação horrível.

Cordões de sentimentos e histórias inacabadas estão amarrados aos meus pés.
Eu não sei porque ainda tentar.
Arrastar-se não é melhor. Seguir o destino é uma boa opção.
Não ligar para a solidão também, embora seja uma sensação horrível.

Algum dia eu sorri.
Tinha alguém ao meu lado se não me engano.
Eu sempre me perguntei :Quando terei meu dia solar?
Meu dia solar. Você sabe o que é isso?
Sabe decifrar meus olhares?
Quantas formas de sorrir eu tenho?

Hoje eu percebo que eu sou meu próprio brilho de  sol reluzente.
Só de mim depende o meu ultravioleta radiante.

Nem me venha com conversas exacerbadas sobre sensibilidade.
Ninguém sabe mais sobre esse assunto do que eu.
Apenas conclua que eu sou uma pedra fria por fora, quente por dentro.
Dura que com apenas um toque mal dado pode se esfarelar.

Nada além dos rios de mágoas passadas podem levar a minha lembrança ruim de quando
eu não tinha a resposta . Sobre quando eu teria meu brilho de sol reluzente.


Eu sempre sonhei ser um raio de sol, mas eu sou a neblina.
Eu sempre sonhei ser o sonho, mas sou o pesadelo.
Eu sempre sonhei ser a água, mas eu sou a sede.
Eu sempre preferi ser as lembranças, mas eu sou apenas à máquina fotográfica que as registra.
Isso é, para os outros eu sou assim.


Por enquanto para mim, eu sou meu próprio brilho solar reluzente.
Talvez eu espere pelo dia em que alguém vai aparecer, e essa pessoa gostará de
neblina, pesadelos, sentir sede e apenas registrar os fatos. E acima de tudo, essa pessoa,vai gostar de dias ensolarados.




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Garrafa Vazia






Garrafa sob a mesa.
Quem sabe mais um gole?
Beba.Beba.Beba.Beba.
Mais um gole?
Sim. Só mais um.
Beba.Beba.
É bom não é?
Beba mais. Beba mais.
Não quer mais?
Porque não?
É doce, molhado, leve. Porque não mais?
Bebeu.
E depois saiu.
Eu não esperava que ele fosse embora.
Achei que bebendo o líquido na garrafa. E deixando-o bebê-lo,então ficaria.
A garrafa vazia ficou sob a mesa.

Não sobrou nada. Nada do amor que continha dentro dela. Era o meu amor. E acabou. 
A garrafa sob a mesa estava vazia e seca.


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Meu mar.





Fui parar em uma ilha.
Deserta.
Passei um tempo a sós com a brisa e o mar.
Faltava algo. Faltava você.

Escrevi uma mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas.
Ela voltou.
Escrevi outra mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas.
Ela voltou.
Escrevi uma terceira mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas.
Ela voltou.
Repeti tal atitude algumas outras vezes.
Todas voltaram. 
Então percebi, que você não queria vir. Mandou de volta as minhas mensagens, sem responder.
Mandou de volta as minhas mensagens, sem responder?
Pude escutar o sussurro do mar me dizendo: 
"_Jogue tantas outras garrafas e todas irão voltar. Pois eu não as quero levar."
Sorri. Depois gargalhei. Depois apenas observei.
Perguntei então às águas: 
"_Porque não me prestas esse favor?"
E ele: 
"_Porque preciso da tua companhia. Antes de você, tudo era monotóno,me entristecia. Depois de você, não há um só dia que minha margem se acalme. Minhas ondas batem na areia tentando te alcançar. Você fica sentada longe de mim. Quando você se  aproxima, eu me perturbo e lanço-me meu sal. Você corre e fica longe de novo."
Então indaguei-me:
"Mas como pode? O mar não fala. O mar não sente."
Foi aí que saindo das águas eu o avistei, era grande, bonito e posava como rei.
E ele frustrado com o que eu havia dito respondeu-me:
"Mas como pode? Pode porque antes o mar, antes eu, não sabia amar." 
Fitando-me e eu olhando-o admirada, pude ler nos seus olhos marejados e salinados, que ele me amava. 
E se ele foi o único que me fez companhia por todo o tempo que preferi passar ali; se ninguém mais me procurara e somente ele ficara ali comigo. Refrescando-me com seus espirros de marisia, era somente porque me amava e era o único que sabia como amar-me. 
Então eu respondi:
"_Obrigada, eu ficarei então contigo. Netuno."

Por, Rayanne Nayara

*Essa história ficou meio maconha, eu sei. Mas surgiu de uma forma engraçada. Quando eu fui à praia, sentei-me na areia bem em frente ao mar. Fiquei ali sozinha, admirando-o. Eu sou louca pelo mar. As ondas  avançavam cada vez mais enfurecidas como se quisessem pegar-me. Eu sempre consegui refleti e obter minhas respostas enquanto olhava-o. De repente pensei: "Oceano, és oúnico que me entende e que me aceita." E a história veio. Um homem, representando o mar e toda a sua sabedoria, malícia, reino e beleza surgiria das ondas e encontraria uma pequena, frágil, complexa e  simpática mulher sentada à sua beirada. Aguardando-o que  ele respondesse suas dúvidas e compartilhasse seus pensamentos. É isso. 

Beijos, Raay :*
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Jura inquebrável do destino.





Como faço para te esquecer?
Responda-me com o antídoto da amnésia.
Minha alma se sente incompleta.
Quando passo pela minha sombra, passas por mim.

O silêncio do ar, me remete aos seus suspiros.
Ardilosos, dolorosos.
De amor e paixão.

Tão lindo de olhar.
E nenhum adeus pode apagar.



Como faço para te lembrar, que a promessa foi feita.
Pelo abraço no espelho.
Sorrindo.
Jura inquebrável.

E o silêncio do ar, me remete aos seus suspiros.
Ardilosos, dolorosos.
De amor e paixão.

E nenhum adeus pode apagar.
As confidências de cada gemido.
Da felicidade. 
De nós dois.

Jura inquebrável do destino.

Por, Rayanne Nayara.


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O amor.

O amor de repente pode surgir de um abraço.
Um beijo mal dado.
Uma palavra de conforto.
Assim como se o véu  da cegueira desaparecesse.

O amor precisa de cuidado.
Ele pode envelhecer com o tempo.
Iluminá-lo com sol, regá-lo com a chuva. Ou lágrimas. 
Transformam-o em eficaz e duradouro.

Pode ser que só meus olhos vejam isso.

O amor transmite calor. E também o frio.
O amor não tem limites ou quantidade.
O amor é elétrico.
E ele voa.





Ele é rude e meigo. Cruel e bondoso. Amargo e doce. 
É remédio e veneno. 
Mata e Ressucita.

Se ele quiser torcer as leis da vida, do mundo, do coração.
Se ele quiser acabar com a sua fé.
A fé do nada a ver.
Ele é capaz de tudo.
É único, incomparável.

Pode ser que só meus olhos vejam isso.
Pode ser que seja desse jeito só para mim.
Talvez para alguém mais.
Alguém que eu procuro. 
E não encontro.
Alguém que possa ou não existir.

Por, Rayanne Nayara. 
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Querido monstro.








Ondas batem nos meus pés.
Dias são coloridos.
Mas no meu coração, tudo está acizentado.
Você se foi. E me deixou sozinha.

Com meu sorriso amarelo.
Apagou-se o sol que iluminava a minha vida.
Meu monstro de infância voltou.
Voltou chorando.

Entro na nostalgia da minha mente.
Meu peito está gelado. Congelado. Frio. 

Meu querido monstro.
Grita pelo meu nome.
E eu não quero escutar.
Não quero escutar.
Esse pânico medonho da solidão.

Cada vez que eu abro os olhos.
Vejo os cadáveres dos meus sentimentos.
Eu não sei regenerar as almas!

Meu querido Monstro.
O que você quer de mim?
Grita pelo meu nome.
E eu não quero escutar.
Não quero escutar.

Eu fecho as memórias que me atormentam.
Gritam pelo meu nome.
E eu não quero escutar.
Não quero escutar.

Suas lágrimas caindo no telhado do meu corpo.
Elas cortam, ferem e queimam.
Dilatam as cicatrizes.

Entro na nostalgia da minha mente.
Meu peito está gelado. Congelado. Frio. 

Meu querido monstro.
Grita pelo meu nome.
E eu não quero escutar.
Não quero escutar.
Esse pânico medonho da solidão.

Posso deixar para me apavorar ao acordar?
Agora só quero ficar quieta chorando.
Chorando, chorando, chorando.  Até amanhã.

E eu não quero escutar.
Não quero escutar.
Esse pânico medonho da solidão.

Chorando, chorando, chorando.  Até amanhã.
Querido monstro que voltou para mim.
E me acompanha chorando, chorando, chorando. 
Até amanhã.

Por, Rayanne Nayara.


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Observando à sua frente.




Ele sorria. Tomava café. Conversava animadamente com os amigos.
Ele nem faz ideia de como é lindo.
E de como são perfeitos os seus gestos, o sorriso e a covinha. 
O modo de beber o líquido. 
Cativante o jeito que os lábios dele se mexem para falar.
E a voz? Ensurdecedora de tão grave e doce.
Eu gostaria de fazer parte do seu dia por 24 horas. Eu gostaria de ser sua fotografia  de cabeceira. Eu queria ser o travesseiro que apoia seus pensamentos.
Porque eu não posso ser o anel do seu dedo?
Se eu me levantar e ir a sua direção?
Que tolice.
Se eu te encarar e chamar a sua atenção, tentar falar com você?
Que tolice.
Eu me sinto pequena demais, para ter o  poder de atrair sua conjugação verbal.
Meu intelecto possivelmente não merece o seu.
Se ao menos eu fosse o sinal de trânsito de algumas esquinas à sua rua.
Mas eu sou apenas uma admiradora, sentada na mesa à sua frente.



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Prendi meus sentidos. Porque, sou louca por você.




Eu prendi a respiração.
Guardei os cheiros.
Tudo era lindo no caminho. Não cerrei os olhos. Eu precisava enxergar.
Havia sons agradáveis, mas eu ainda passaria por ruas movimentadas e transitosas.
Talvez eu esteja ficando louca por você.
Cheguei ao lugar.
A brisa da manhã passava como perfume de morango. E eu senti fome.
Talvez seja loucura da minha cabeça.
O seu shampoo é de pêssego? 
Carrego um na mochila.
Na boca um pedaço de  limão.
Eu posso ser uma tola devez em quando. Embora pareça que sempre.
Baby, estou louca por você.
Eu prendi a respiração,  vi o lago e mergulhei.
Guardava os cheiros.
Então eu fechei os olhos.
Guardei as imagens.
Abafei meus tímpanos guardando os sons.
Sai molhada. Ainda prendia a respiração. 
Engatinhei de olhos fechados até a árvore.
Mas não ouvi o barulho dos seus passos porque eu tampava os ouvidos.
Você chegou. Me tocou. Eu estava ficando roxa de tanto prender os sentidos.
Então, eu soltei as imagens, os sons e respirei.
Porque eu queria admirar apenas tudo que fosse belo, inclusive você.
Porque eu queria escutar os sons naturais e tranquilos, inclusive sua doce voz.
Porque eu queria respirar o mesmo ar que o seu, inclusive respirar você.
É talvez eu seja uma tola integral. Eu sou apenas uma tola louca por você.


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O Sapato.




O Sapato de  bico fino estava lustrado e separado. 
Rosa claro, com bolinhas  azul turquesa, meia pata,o salto era alto e branco.
Ela amava-o. Cada vez que o calçava e saía o mundo era dela. A ela pertenciam os olhares mais curiosos e diversos. Cada um dos olhares deles falavam. E ela sorria, divertida como se pudesse ler os pensamentos das pessoas. Sentia-se uma super mulher. 


A noite passava e chegava a hora de tirá-lo. Afinal, a festa durara apenas uma noite. Na manhã seguinte teria aula e precisaria dos tênis. Como ela gostaria de continuar com aqueles sapatos.
Mas eles eram especiais demais, para desperdiçá-los na escola. Era de certo até perigoso. Tênis. 
Conflitante é a palavra que definia a sua relação com os tênis, AllStar Converse brancos, com cadarços beges. Sempre que enfiava os pés naquelas palmilhas, todo o corpo tornava-se invisível. E assim andava pelos corredores do colégio: invisível.
Com eles nada mais existia. Eram apenas tênis mágicos saltitando pelas  salas, refeitório, biblioteca. Alguns seres mais dotados de inteligência, podiam ouvir os tênis falando. E conversavam com eles. Não bastava disso: Nada. 
Não era super em nada, não atraía olhares, não escutava pensamentos, não se divertia com eles. Até a cor era neutra e em nada ajudava. 
Ao chegar os fins de semana começava tudo de novo, pegava os sapatos mágicos, que não eram só aquele. Havia outros, o rosa de bolinhas azuis era seu favorito. 
Naquele fim de semana, ela pegara os vermelhos de bico arredondado com laços verdes. Mas o impacto de seus super-poderes era menor. Até que pensou:
"_Se todos aqui, nessa festa, soubessem que eu sou o tênis branco com cadarço bege da sala 401, o tênis que fala. Ah... como seria bom. Seria ótimo se me vissem durante a semana, como me veem nas festas!" 
Daí teve uma ideia. No dia seguinte foi à aula com um pé de tênis e outro com o sapato rosa claro de bolinhas turquesa, o mais poderoso. Nem mesmo recebeu  advertência por isso.
Para o diretor ela mostrava o perfil da esquerda de seu corpo, e ele enxergara só o tênis.
Para o resto da  escola ela mostrava o lado do sapato.  E assim seguiu o dia, ela brilhava e era notada apenas da direita, à sua esquerda saltitavam os tênis.

Por, Rayanne Nayara.
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Compreensão dos Escritores




Escritores se compreendem. 
Nós somos críticos.
Somos ousados, amantes.
Loucos e apaixonados.
Nós sentimos e imaginamos.
Sonhamos e nos desiludimos.
Somos artistas e cúmplices.
Escritores são os anjos da palavra.
Anjos das mensagens.
E não pedimos nada em troca além de leitores, opiniões e uma xícara de café forte.
Incompreendidos pela maioria, por alguns admirados.
Trocamos os dias pelas noites.
Adentramos com amor em nossas obras.
Sim, somos exigentes. Muitos textos ficam guardados.
E para quem pense o contrário, nós gostamos do perigo. Pois nos colocamos expostos.
Expostos com nossas críticas, opiniões, argumentos e dúvidas encrustados em nossas entrelinhas.
No mais, escritores se compreendem. 
Escritores são almas irmãs e uníssonas. 
E acreditem, se todos os escritores do mundo se unissem, faríamos um estrago na humanidade. 
Um estrago bom, a favor do bem.  Paralisaríamos o mundo! 
Obrigada a quem lê, escreve, opina e admira a arte da escrita.

Por, Rayanne Nayara.
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Repudiar





Repudio aos sádicos que fazem chorar a margem.
Repudio a  margem que sorri da desgraça alheia, mas critica a quem zombe da sua miséria.
Repudio a escória sem motivo.
Repudio a escória da desesperança.
Repudio aos chorões inábeis.
Repudio aos rebeldes sem causa.
Repudio a falta de afeto.
Repudio a ignorância.
Repudio a distorção dos sentidos.
Repudio toda forma de violência.
Repudio os seres esnobes.
Repudio as vozes que reclamam direitos que não procuraram construir.
Repudio o desrespeito aos verdadeiros guerreiros.
Repudio o preconceito.
Repudio a competição das religiões.
Repudio a necrofilia.
Repudio o fundamentalismo.
Repudio a autodestruição.
Repudio a transformação da figura divina em comércio.
Repudio o falso julgamento.
Repudio o interesse desnecessário.
Repudio aquele que não tem humildade.
Repudio aquele que não se ama.
Repudio a ingratidão.
Repudio aquele que pronuncia o nome de Deus, e não acredita na sua divindade.
Repudio as pragas rogadas.
Repudio o ódio.
Repudio a  banalização das relações sexuais.
Repudio à violência humana e mundial à tudo o que está absorto no que pertence a natureza.
Repudio o século do medo, descrença, da falta de amor próprio, da desunião em que vivo.
Porém mesmo repudiando a tudo, eu rezo pela salavação de cada alma pecadora, de cada alma inocente. Eu rezo pela salvação da humanidade. Eu rezo pela salvação do mundo. E se for o melhor a ser feito, se for a vontade de Deus, eu aceito que ele afaste a nossa destruição do mundo perfeito que ele criou.


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Felicidade na bagagem.







 
E eu trouxe a felicidade na bagagem. 
Lá deixei-a.
Como quem deixa guardada uma roupa especial.
Separada apenas para os bons momentos.
Roupa essa que não visto há tempos, porém nem por isso desgostei ou tornou-se obsoleta.
Apenas não chegou a hora própria de usar.
Também não penso em quando devo limpar as traças da minha vestimenta. Se será em um evento de gala ou em um simples café da manhã.
Não solitário.

E eu levo a felicidade na bagagem.
Para onde estou, para onde irei.
Na mala falante e pensante sei que está segura.
Conservada à mil camadas de pano ou casca.
Preservada e intacta no pulsante e nervoso centro da bagagem.

Por, Rayanne Nayara.
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Cartas





Sim, ela ainda o amava. E sim, sentiu-se sufocada por sua atitude. No quarto sobraram apenas as cartas, a dor, o remórsio e um cadáver frio  e envenenado de uma mulher desesperada.

 
Querido Harry,
Há algum tempo percebi que não posso mais esperar pela sua formatura.
Não consigo suportar o ir e vir de suas viagens. Temos pouco tempo para nós.
Sem falar na sua rotina. Servir à carreira militar é seu maior sonho, eu sei.
Mas precisamos definir as prioridades. Porque não respondeu às minhas cartas?
Seu total desprezo aos meus sentimentos, chegaram ao fim.
Cansei de te esperar. Não lhe amo mais. Acabou.

Abraços Ashley.


21 de Setembro de 2001.

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Cara Ashley,

Lamento informar, mas o Sr. Harry está incomunicável no momento. Estranho muito pela senhorita não estar a par dessa situação.
O fato se deu há exatos 6 meses. É complicado explicar, tentarei ser conciso.
No último mês que se falaram, o sr.Harry saiu à uma missão. Uma longa guerrilha.
Antes de partir ele deixou-lhe uma carta, que não pode ser enviada. Pediu-me para lhe comunicar que ele o amava muito, e que a casa em que iríam morar já está comprada, mobiliada e em vosso nome. Na garagem há um carro também seu. Ele partira contente embora um pouco preocupado. Era seu último mês, iria largar o Exército para vocês se casarem. Esperava ansioso por isso. Infelizmente seus atos bravos e heróicos o encaminharam a um triste fim. Já faz tempo, eu sei. Mas enviei-lhe uma carta, contando-lhe tudo e que me parece ter sido extraviada. Como a senhorita não
havia respondido-me guardei os documentos e pertences de Harry. E não fiz mais contatos à srta.
Lamento muito por tudo, mas segundo a senhora já não o ama mais. Aqui junto a esta carta, entrego-lhes tudo que guardei de Harry.
Acredito que não vá conseguir desfrutar dos presentes que ele lhe deixara, afinal
sua total descrença e deslealdade ao amor desse homem, com certeza a irão sufocar.

Passar bem,Senhor Lincon.

01 de Outubro de 2001.


Por, Rayanne Nayara.





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Sorriso





Um dia frio, Um dia triste, Dia de Chuva.
A alma congela. Chama o brilho, dos dias felizes.
O olhar fixo de quem procura, não encontra. Concentra. 
Busca, o que talvez não se está perdido, apenas escondido no
canto dos lábios. Sorriso.





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Plágio é Crime

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