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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Amor Animal.

CHEGA DOS RÓTULOS QUE DIZEM SE IMPORTAR COM OS ANIMAIS, QUANDO NA  VERDADE TODA A REVOLTA É EGOCÊNTRICA. TUDO UMA FALSA VISÃO ATIVISTA DA SOCIEDADE SUJA EM QUE VIVEMOS!




Um olhar caído. Deitado, já não consegue mais unir forças para levantar.
É triste vê-lo assim. Não o conheço, nunca o vi, mas esta cena miserável da banalização, da perda de valor à vida me comove.
Levo-o para casa, cuido de seus males,  dou-lhe amor, carinho, esperança na minha espécie, até um lar. Porém há tantos outros lá fora, que não podem esbarrar com uma alma que esteja solícita, solidária e humana como a minha.
Eu quero e posso fazer algo!  Eu posso incentivar, ajudar e implorar para que você também ajude!
Adote, doe, voluntarie-se em cuidar de animais perdidos e mau tratados. Separe quinze minutos da sua vida não para conquistar sonhos capitalistas, mas para conquistar glória espiritual, glória com sua própria consciência, se você possuir alguma. SEJA HUMANO! SEJA RACIONAL!
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Por Ray…

Chuva, Poças e Cinza.

Quando saímos da sala de aula, esbarramos pelos corredores e nos repelíamos. Na porta do refeitório passamos juntos. Nos encaramos e ainda nos repelíamos. Todos olhavam. Curiosos queriam perguntar.  Sentei-me a mesa dos amigos, ainda o olhava. E você balançava seu suco. Fingia que eu não existia, certo eu faria o mesmo.
Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos. Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva, poças e cinza.
Andando no estacionamento entrei no carro e te fechei.  Olhou-me pelo retrovisor abaixou a cabeça e sorriu sarcástico. Deixou passar a provocação. Fomos para nossas casas.
E então tudo ficou sombrio de mais, estávamos longe. Mas era notável que as nossas vidas, só faziam sentido quando nos odiávamos. Mas era notável que as nossas vidas só seriam completas com dias assim, de chuva, poças e cinza.
Contava os minutos passando para chegar o outro dia. Na máquina de refris brigarmos de novo. E na aula de biologia dividir…

Brilho de Sol Reluzente.

Eu nunca quis entender e ainda não entendo. Não sei qual é a função do amor. Meu coração já partiu-se muitas vezes. É uma sensação horrível.
Cordões de sentimentos e histórias inacabadas estão amarrados aos meus pés. Eu não sei porque ainda tentar. Arrastar-se não é melhor. Seguir o destino é uma boa opção. Não ligar para a solidão também, embora seja uma sensação horrível.
Algum dia eu sorri. Tinha alguém ao meu lado se não me engano. Eu sempre me perguntei :Quando terei meu dia solar? Meu dia solar. Você sabe o que é isso? Sabe decifrar meus olhares? Quantas formas de sorrir eu tenho?
Hoje eu percebo que eu sou meu próprio brilho de  sol reluzente. Só de mim depende o meu ultravioleta radiante.
Nem me venha com conversas exacerbadas sobre sensibilidade. Ninguém sabe mais sobre esse assunto do que eu. Apenas conclua que eu sou uma pedra fria por fora, quente por dentro. Dura que com apenas um toque mal dado pode se esfarelar.
Nada além dos rios de mágoas passadas podem levar a minha lembrança ruim de qu…

Garrafa Vazia

Garrafa sob a mesa. Quem sabe mais um gole? Beba.Beba.Beba.Beba. Mais um gole? Sim. Só mais um. Beba.Beba. É bom não é? Beba mais. Beba mais. Não quer mais? Porque não? É doce, molhado, leve. Porque não mais? Bebeu. E depois saiu. Eu não esperava que ele fosse embora. Achei que bebendo o líquido na garrafa. E deixando-o bebê-lo,então ficaria. A garrafa vazia ficou sob a mesa.
Não sobrou nada. Nada do amor que continha dentro dela. Era o meu amor. E acabou.  A garrafa sob a mesa estava vazia e seca.

Meu mar.

Fui parar em uma ilha. Deserta. Passei um tempo a sós com a brisa e o mar. Faltava algo. Faltava você.
Escrevi uma mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas. Ela voltou. Escrevi outra mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas. Ela voltou. Escrevi uma terceira mensagem  e coloquei em uma garrafa. Joguei às ondas. Ela voltou. Repeti tal atitude algumas outras vezes. Todas voltaram.  Então percebi, que você não queria vir. Mandou de volta as minhas mensagens, sem responder. Mandou de volta as minhas mensagens, sem responder? Pude escutar o sussurro do mar me dizendo:  "_Jogue tantas outras garrafas e todas irão voltar. Pois eu não as quero levar." Sorri. Depois gargalhei. Depois apenas observei. Perguntei então às águas:  "_Porque não me prestas esse favor?" E ele:  "_Porque preciso da tua companhia. Antes de você, tudo era monotóno,me entristecia. Depois de você, não há um só dia que minha margem se acalme. Minhas ondas batem na areia tentando te alcançar. Voc…

Jura inquebrável do destino.

Como faço para te esquecer? Responda-me com o antídoto da amnésia. Minha alma se sente incompleta. Quando passo pela minha sombra, passas por mim.
O silêncio do ar, me remete aos seus suspiros. Ardilosos, dolorosos. De amor e paixão.
Tão lindo de olhar. E nenhum adeus pode apagar.


Como faço para te lembrar, que a promessa foi feita. Pelo abraço no espelho. Sorrindo. Jura inquebrável.
E o silêncio do ar, me remete aos seus suspiros. Ardilosos, dolorosos. De amor e paixão.
E nenhum adeus pode apagar. As confidências de cada gemido. Da felicidade.  De nós dois.
Jura inquebrável do destino.
Por, Rayanne Nayara.

O amor.

O amor de repente pode surgir de um abraço.
Um beijo mal dado. Uma palavra de conforto. Assim como se o véu  da cegueira desaparecesse.
O amor precisa de cuidado. Ele pode envelhecer com o tempo. Iluminá-lo com sol, regá-lo com a chuva. Ou lágrimas.  Transformam-o em eficaz e duradouro.
Pode ser que só meus olhos vejam isso.
O amor transmite calor. E também o frio. O amor não tem limites ou quantidade. O amor é elétrico. E ele voa.




Ele é rude e meigo. Cruel e bondoso. Amargo e doce.  É remédio e veneno.  Mata e Ressucita.
Se ele quiser torcer as leis da vida, do mundo, do coração. Se ele quiser acabar com a sua fé. A fé do nada a ver. Ele é capaz de tudo. É único, incomparável.
Pode ser que só meus olhos vejam isso. Pode ser que seja desse jeito só para mim. Talvez para alguém mais. Alguém que eu procuro.  E não encontro. Alguém que possa ou não existir.
Por, Rayanne Nayara.

Querido monstro.

Ondas batem nos meus pés. Dias são coloridos. Mas no meu coração, tudo está acizentado. Você se foi. E me deixou sozinha.
Com meu sorriso amarelo. Apagou-se o sol que iluminava a minha vida. Meu monstro de infância voltou. Voltou chorando.
Entro na nostalgia da minha mente. Meu peito está gelado. Congelado. Frio. 
Meu querido monstro. Grita pelo meu nome. E eu não quero escutar. Não quero escutar. Esse pânico medonho da solidão.
Cada vez que eu abro os olhos. Vejo os cadáveres dos meus sentimentos. Eu não sei regenerar as almas!
Meu querido Monstro. O que você quer de mim? Grita pelo meu nome. E eu não quero escutar. Não quero escutar.
Eu fecho as memórias que me atormentam. Gritam pelo meu nome. E eu não quero escutar. Não quero escutar.
Suas lágrimas caindo no telhado do meu corpo. Elas cortam, ferem e queimam. Dilatam as cicatrizes.
Entro na nostalgia da minha mente. Meu peito está gelado. Congelado. Frio. 
Meu querido monstro. Grita pelo meu nome. E eu não quero escutar. Não quero escutar. Esse pânico medonho da so…

Observando à sua frente.

Ele sorria. Tomava café. Conversava animadamente com os amigos. Ele nem faz ideia de como é lindo. E de como são perfeitos os seus gestos, o sorriso e a covinha.  O modo de beber o líquido.  Cativante o jeito que os lábios dele se mexem para falar. E a voz? Ensurdecedora de tão grave e doce. Eu gostaria de fazer parte do seu dia por 24 horas. Eu gostaria de ser sua fotografia  de cabeceira. Eu queria ser o travesseiro que apoia seus pensamentos. Porque eu não posso ser o anel do seu dedo? Se eu me levantar e ir a sua direção? Que tolice. Se eu te encarar e chamar a sua atenção, tentar falar com você? Que tolice. Eu me sinto pequena demais, para ter o  poder de atrair sua conjugação verbal. Meu intelecto possivelmente não merece o seu. Se ao menos eu fosse o sinal de trânsito de algumas esquinas à sua rua. Mas eu sou apenas uma admiradora, sentada na mesa à sua frente.


Prendi meus sentidos. Porque, sou louca por você.

Eu prendi a respiração. Guardei os cheiros. Tudo era lindo no caminho. Não cerrei os olhos. Eu precisava enxergar. Havia sons agradáveis, mas eu ainda passaria por ruas movimentadas e transitosas. Talvez eu esteja ficando louca por você. Cheguei ao lugar. A brisa da manhã passava como perfume de morango. E eu senti fome. Talvez seja loucura da minha cabeça. O seu shampoo é de pêssego?  Carrego um na mochila. Na boca um pedaço de  limão. Eu posso ser uma tola devez em quando. Embora pareça que sempre. Baby, estou louca por você. Eu prendi a respiração,  vi o lago e mergulhei. Guardava os cheiros. Então eu fechei os olhos. Guardei as imagens. Abafei meus tímpanos guardando os sons. Sai molhada. Ainda prendia a respiração.  Engatinhei de olhos fechados até a árvore. Mas não ouvi o barulho dos seus passos porque eu tampava os ouvidos. Você chegou. Me tocou. Eu estava ficando roxa de tanto prender os sentidos. Então, eu soltei as imagens, os sons e respirei. Porque eu queria admirar apenas tudo que fosse bel…

O Sapato.

O Sapato de  bico fino estava lustrado e separado.  Rosa claro, com bolinhas  azul turquesa, meia pata,o salto era alto e branco. Ela amava-o. Cada vez que o calçava e saía o mundo era dela. A ela pertenciam os olhares mais curiosos e diversos. Cada um dos olhares deles falavam. E ela sorria, divertida como se pudesse ler os pensamentos das pessoas. Sentia-se uma super mulher. 

A noite passava e chegava a hora de tirá-lo. Afinal, a festa durara apenas uma noite. Na manhã seguinte teria aula e precisaria dos tênis. Como ela gostaria de continuar com aqueles sapatos. Mas eles eram especiais demais, para desperdiçá-los na escola. Era de certo até perigoso. Tênis.  Conflitante é a palavra que definia a sua relação com os tênis, AllStar Converse brancos, com cadarços beges. Sempre que enfiava os pés naquelas palmilhas, todo o corpo tornava-se invisível. E assim andava pelos corredores do colégio: invisível. Com eles nada mais existia. Eram apenas tênis mágicos saltitando pelas  salas, refeitório…

Compreensão dos Escritores

Escritores se compreendem.  Nós somos críticos. Somos ousados, amantes. Loucos e apaixonados. Nós sentimos e imaginamos. Sonhamos e nos desiludimos. Somos artistas e cúmplices. Escritores são os anjos da palavra. Anjos das mensagens. E não pedimos nada em troca além de leitores, opiniões e uma xícara de café forte. Incompreendidos pela maioria, por alguns admirados. Trocamos os dias pelas noites. Adentramos com amor em nossas obras. Sim, somos exigentes. Muitos textos ficam guardados. E para quem pense o contrário, nós gostamos do perigo. Pois nos colocamos expostos. Expostos com nossas críticas, opiniões, argumentos e dúvidas encrustados em nossas entrelinhas. No mais, escritores se compreendem.  Escritores são almas irmãs e uníssonas.  E acreditem, se todos os escritores do mundo se unissem, faríamos um estrago na humanidade.  Um estrago bom, a favor do bem.  Paralisaríamos o mundo!  Obrigada a quem lê, escreve, opina e admira a arte da escrita.
Por, Rayanne Nayara.

Repudiar

Repudio aos sádicos que fazem chorar a margem. Repudio a  margem que sorri da desgraça alheia, mas critica a quem zombe da sua miséria. Repudio a escória sem motivo. Repudio a escória da desesperança. Repudio aos chorões inábeis. Repudio aos rebeldes sem causa. Repudio a falta de afeto. Repudio a ignorância. Repudio a distorção dos sentidos. Repudio toda forma de violência. Repudio os seres esnobes. Repudio as vozes que reclamam direitos que não procuraram construir. Repudio o desrespeito aos verdadeiros guerreiros. Repudio o preconceito. Repudio a competição das religiões. Repudio a necrofilia. Repudio o fundamentalismo. Repudio a autodestruição. Repudio a transformação da figura divina em comércio. Repudio o falso julgamento. Repudio o interesse desnecessário. Repudio aquele que não tem humildade. Repudio aquele que não se ama. Repudio a ingratidão. Repudio aquele que pronuncia o nome de Deus, e não acredita na sua divindade. Repudio as pragas rogadas. Repudio o ódio. Repudio a  banalização das relações sexu…

Felicidade na bagagem.

E eu trouxe a felicidade na bagagem.  Lá deixei-a. Como quem deixa guardada uma roupa especial. Separada apenas para os bons momentos. Roupa essa que não visto há tempos, porém nem por isso desgostei ou tornou-se obsoleta. Apenas não chegou a hora própria de usar. Também não penso em quando devo limpar as traças da minha vestimenta. Se será em um evento de gala ou em um simples café da manhã. Não solitário.
E eu levo a felicidade na bagagem. Para onde estou, para onde irei. Na mala falante e pensante sei que está segura. Conservada à mil camadas de pano ou casca. Preservada e intacta no pulsante e nervoso centro da bagagem.
Por, Rayanne Nayara.

Cartas

Sim, ela ainda o amava. E sim, sentiu-se sufocada por sua atitude. No quarto sobraram apenas as cartas, a dor, o remórsio e um cadáver frio  e envenenado de uma mulher desesperada.
Querido Harry, Há algum tempo percebi que não posso mais esperar pela sua formatura. Não consigo suportar o ir e vir de suas viagens. Temos pouco tempo para nós. Sem falar na sua rotina. Servir à carreira militar é seu maior sonho, eu sei. Mas precisamos definir as prioridades. Porque não respondeu às minhas cartas? Seu total desprezo aos meus sentimentos, chegaram ao fim. Cansei de te esperar. Não lhe amo mais. Acabou.
Abraços Ashley.

21 de Setembro de 2001.
---------------------- Cara Ashley,
Lamento informar, mas o Sr. Harry está incomunicável no momento. Estranho muito pela senhorita não estar a par dessa situação. O fato se deu há exatos 6 meses. É complicado explicar, tentarei ser conciso. No último mês que se falaram, o sr.Harry saiu à uma missão. Uma longa guerrilha. Antes de partir ele deixou-lhe uma carta, que n…

Sorriso

Um dia frio, Um dia triste, Dia de Chuva. A alma congela. Chama o brilho, dos dias felizes. O olhar fixo de quem procura, não encontra. Concentra.  Busca, o que talvez não se está perdido, apenas escondido no canto dos lábios. Sorriso.