CQ! É dia de crônica! ;)



Estas últimas semanas vieram recheadas de assuntos para a CQ! E hoje eu trago uma crônica bacana, engraçada, mas ainda assim com aquele adoçante de revolta. Todo mundo já viu e soube do "caso das mochilas de Jequié". O mais novo meme da internet. 
Aquela velha história né amigos, o governo cumpre, o governo dá, o governo faz. Mas, se cumpre, dá e faz do jeito certo... Bem, boa crônica à vocês.

Leia a crônica >> "Nem Milão tem moda igual a Jequié!"
0

Resenha: "505" de Bella Prudêncio


Eis que estava eu, em minhas redes sociais quando a Bella, antiga capista das minhas histórias no FOBS, postou em sua página "alguém interessado em resenhar meu conto?".

Quem me conhece sabe que eu nunquinha da Silva iria negar uma leitura! Fui lá, comentei, chamei no chat e disse: "bonita, eu quero, eu quero, me escolhe por favorzinho, nunca te pedi nada"! Ok. Não foi assim tão apelativo. 

O fato é que, eu li o conto e trago agorinha para vocês, o meu parecer da experiência. Antes de começar, gostaria de dizer que a história dela está disponível no site wattpad (não sei por quanto tempo). Basta entrar em www.wattpad.com e pesquisar "505" ou o nome da bonita, que aparecerá o perfil dela e suas obras. 

(Aconselho lerem também Sebastian).
Mas vamos lá!

505 retrata um romance entre Daniela e Chris. Ambos vizinhos de apartamento. Chris toca em uma banda famosa, e Dani desconhece não somente este fato, quanto ao próprio vizinho. 
E como eles chagam um ao outro? 
Dani acabara de terminar um relacionamento com Peter e a primeira vez que nota ao seu vizinho, é em um daqueles momentos em que ela deveria estar em casa aos prantos com uma panela de brigadeiro. Mas não. Ela está deploravelmente num elevador ao lado do vizinho. 
Daniela é o tipo de personagem que te deixa assim: "Calhofas, afinal quem é Daniela?"
Se vocês lerem eu espero que retornem aqui para me contarem, quem é a Dani para vocês. 
Ao iniciar da trama, com todo o enredo de término de relacionamento mais a descrição de rotina infeliz, eu apostava que a Dani era uma mulher solitária, com muito empoderamento, e apaixonada ao cubo por Peter. Lá pelas tantas do drama eu descobri que na verdade ela me parecia uma mulher solitária, confusa e frustrada. 

O fim do namoro tem dois lados no sofrimento da Daniela: 
1- Eu amava a nossa relação no início tão instigante, embora fossemos completos opostos, mas jamais aceitaria alguns conceitos de Peter. Tinha tudo para dar certo, mas não deu.
2- Eu anestesiei-me numa relação completamente oposta, lá com seus comodismos atraentes, e Peter era um babaca e eu, ainda mais por saber que nunca daria certo, mas me contentei com tão pouco.

Eu ainda não descobri o que a Dani realmente sentia. Porque a Daniela é um misto de sentimentos, e a autora deixa claro que, até a própria personagem reconhece isso, mas, descobre pouco a pouco a maneira como lidar com seus conflitos. Dani está engatinhando no seu autoconhecimento.

E isso é bem sensacional de ser relatado, porque cá pra nós, a quantidade de manas que eu conheço que apenas alertam-se para si após um namoro frustrado findar, é bem altinha. Não é não? 
Assunto que rende postagem futura. Por enquanto, concentremos na trama.

E o Chris, não tem nada de perfeito. 
E nada de imperfeito. 
É um cantor comum do cenário "largados e artistas"
Seu estilo anos 50, nos faz imaginar o caricato: falso bad boy extremamente sensível com topete de Elvis. É isso. A surpresa fica para a revelação de que o amor dele por Dani era antigo, e intenso.

Os dois personagens são muito empáticos um com o outro logo no início de seu encontro: ele vê nela a personificação do fracasso amoroso que ele fora um dia. Ela vê nele um retrato do estado de espírito em que ela se encontrava.

Não é amor, nem atração física que os ligam. É a empatia pela situação em que passam. O lance do fogo, da atração e da "metade da metadinha que me falta", vem com o tempo aos poucos. E com a empatia vem a curiosidade de conhecer aquele ser tão diferente, e tão igual - de ambos.

Outro ponto muito bacana que a autora Bella, abordou em sua história é que, como a temática é de um romance com um astro da música o cenário dos capítulos é dado por "Faixas", e a narração dos personagens por "lado A e lado B". Referência aos discos de vinil e às fitinhas cassetes. E antes que digam alguma coisa, esta história foi escrita bem antes de "13 Reasons Why"! Não tem influência da série em nada, tá? 

A se tratar do que poderia melhorar...
Eu senti falta de conhecer mais dos personagens secundários. A trama se torna muito linear entre Chris x Dani. E a autora tem outros personagens muito interessantes, mas não explorados. 
Fiquei extremamente curiosa para conhecer o Oliver, para observar Marie em outras situações, e até mesmo a colega de trabalho de Dani que me passa a impressão de compor uma história particular muito interessante. 
Partindo para o lado mais técnico da escrita, eu apostaria em mais jogo de fatos, e complementação entre eles. Determinados momentos eu voltava o texto por ter a impressão de "ter perdido algum fato". A intenção da autora com esta pouca periodicidade é compreendida, mas talvez um pouco mais de história paralela traria um efeito menos direto e objetivo no enredo. 

No geral, é uma história juvenil legal e diferente, (e se me permite a autora) que particularmente como escritora eu teria dado ainda mais enredo. 

No fim percebemos que a Dani é como muitas de nós na busca do nosso eu, do nosso amor e indagações. 
A Daniela é intensa nos sentimentos, embora confusos, mas apresenta uma característica específica: ela reconhece que é a causadora do próprio caos, e a partir deste passo a passo lento, ela vai tateando em solo mais firme. 
E ao final da história o que notamos é isto: ela encontrou alguém, que não foi o causador da sua felicidade, pois a sua felicidade estava ali ao redor o tempo todo, embora ela não a reconhecesse. 

É isso! Eu espero que vocês tenham gostado da resenha, que leiam 505 no wattpad, e que comentem a impressão de vocês também. Afinal, nós escritores queremos e precisamos saber o que vocês gostam ou não no nosso trabalho. Não fiquem acanhados! 
Sigam a Bella no wattpad e estreitem os laços: @bellaprudencio

Beijos, e até a próxima!



0

Se você não tem tempo de fazer o que ama, o que você está fazendo?

Esta semana eu estava atribulada de afazeres acumulados. E todos referentes ao que eu amo: escrever. Projetos literários para atualizar, organizações do blog pendentes e uma pilha de códigos HTML para mexer... Enfim, muita coisa. 
E aí numa conversa com uma amiga eu disse "eu não tenho tido tempo de fazer o que eu amo desde que estive na faculdade". 
E aí eu parei para pensar. 
E a Liz, minha amiga, também desabafava a mesma coisa: como a faculdade consome o tempo que outrora estaríamos gastando com atividades realmente prazerosas.
Atividades realmente prazerosas. 
Atividades realmente prazerosas? 
Calma aí, o que eu estou fazendo?
O que você está fazendo?
Para quê estamos numa faculdade - e vamos concordar que demos um duro para estar lá - que nos consome a autoestima, alegria e prazer? 
Mano, eu não sei se hoje é realmente imprescindível fazer faculdade. Aqui em casa, eu sou a primeira da família a entrar na universidade pública. E vivo me perguntando se eu realmente mereço aplausos por sacrificar tantos sonhos por um diploma.
Eu sempre quis ser artista: escrever no blog, lançar livros, *teatrar, dançar e cantar, viajar. Tudo o que eu fazia antes de ir para a faculdade atrás de um diploma. 
Sou destas pessoas que caem no erro de "fazer um curso em busca de estabilidade para depois realizar sonhos". 
Foi assim que caí lá dentro. Passados hoje quatro anos de sacrifício e estudos, percebo que não foi tudo em vão e algo se leva desta lição. E percebo que toda profissão tem seus lados ruins e bons. Então antes de qualquer coisa: esqueça a premissa de "curso que dá dinheiro". Todo curso pode te render estabilidade financeira, porque a conquista do seu dinheiro quem faz é você! E isso é muito real.
Se você está começando agora... Faça o que você ama, cara! 
Não importa se é vender arte na praia ou construir edifícios da arquitetura mais moderna. 
Apenas faça o que ama. 
Porque se um dia, você disser que não tempo para ser feliz ou não tem tempo para curtir, que não tem tempo para se divertir... Eu te pergunto:

Se você não tem tempo de fazer o que você ama, o que deixa feliz, mano, o que você está fazendo com a sua vida?

0

Miley, você voltou para a luz! :D

Vocês já devem saber que Miley Cyrus está de volta em uma fase mais  clean  de sua carreira.
A cantora lançou recentemente o single "Malibu", romântica e inspirada no noivo, - o *gatíssimo - Liam Hamsworth.
Dizendo adeus à sua fase rebelde, a cantora e atriz retoma suas raízes country. Eu fiquei absurdamente feliz com a notícia.

Eu sempre achei a Miley talentosa, e sempre gostei de suas músicas, mas, achava um tanto quanto terrível a forma apelativa de exibição em sua carreira. E country é country né mores! Há quem não goste, deteste. Há quem não conheça. Há quem não fede e nem cheira. Mas há, aqueles que como eu, esperavam ansiosos o momento em que Miley iria acordar e voltar a ser o orgulho do papai Billy Ray Cyrus.
Eles compuseram músicas juntos, e sempre tiveram na música e no country um elo de afeto, intimidade e amizade. 
Então sabe-se lá o que aconteceu, mas creio que o fim do ciclo "Hannah Montana" tenha mexido com os sentimentos da Miley.

Todo mundo tem suas fases. Ora românticos, ora roqueiros, ora góticos, ora hippies, ora Geek e tantos outros momentos de personalidade e estilos musicais em que passamos. E acredito que todo mundo, tenha alguma vez na vida dado espaço para seu lado sujo, obscuro ou apenas rebelde vir à flor da pele.
Assim como a Xuxa, fora transformada num molde de pessoa pela emissora globo e vem se mostrando uma pessoa totalmente diferente na emissora atual, a record. 
Assim também Miley Cyrus saiu da Disney Channel, do protótipo de princesa e sentiu a necessidade de libertar seu lado contrário. Bem sabemos que a Disney lança muitos cantores e atores e que, ao encerrarem seu ciclo disney, se transformam. Tornam-se o oposto de imagem inicial, e embora nem sempre se tornem "maus exemplos", na maior parte dos exemplos a mudança é negativa ou traumática. Podemos citar: Lindsey Lohan, que cedeu às drogas, álcool e muito escândalo; Demi Lovato e Selena Gomes, que tiveram de enfrentar a depressão e os transtornos de personalidade relacionadas à doença;

Bem, tem quem reclame da mudança da Miley. Tem quem - como eu - está radiante com a notícia da mudança. Em todo caso é muito difícil ver alguém desperdiçar seu talento atrás de holofotes obscuros da mídia, e às vezes se perdem no caminho sem volta. 
Entretanto, no caso da Miley, é muito bom vê-la bem e de volta à ativa.
Hoje a cantora afirma que reprova suas atitudes e não se orgulha da fase anterior. 
Tomara que ela supere essa realidade dura de ver que "nossa, gente que baixaria!".

Bem vinda de volta ao lado bom da vida Miley, o simples, feliz e consciente.
O problema não é vulgarizar a sua imagem, torná-la libertina, - porque a imagem é sua e você é livre para se expor à sua arte da sua maneira - mas sim, transformar todas estas experiências de: sexo, álcool, e fama, em atitudes destrutivas.  Destrutivas para seus fãs, e claro para você.

Isso de "ela é mau exemplo", não cola. Ela expõe sua arte como quiser, você que decide se admira ou não. Como um filme que tem classificação indicativa, assim também ocorre na música. 
Meu protesto não é por "ela representava crianças, e olha só o que está mostrando agora!", meu protesto é por "ela mostrava em suas músicas, ações e palavras o quão infeliz e perdida consigo estava". 
E eu não estava errada. 
Que bom que a fase triste passou. 

Quase parafraseando R.Russo: "Ela aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer, e decidiu trabalhar..."

Eu gostei do clipe, gostei da música e achei que está notória, a tentativa de lançar um ar mais infantil, ingênuo e romântico de volta à imagem da cantora.

Confiram o novo clipe da mocinha e comentem se gostaram ou não do retorno da Miley Hannah Cyrus.

* neologismo

0

CQ! Crônica do dia ;)



A crônica de hoje, caros leitores já está disponível na Café Quente
Clique para ler >> "Idosos com sem% de desconto"

Boa leitura e até a próxima!


0

Nova história: SEMIAPAGADOS, por Ray Dias.

Clique em LIVROS e tenha acesso à história!


0

Prece de uma filha em despedida

É bem verdade que a coragem não falta
e que é o estímulo para tudo isso,
mas o que assusta não é saber sua sorte
ou as desvantagens entre os perigos.

Eu peço a Deus que me abençoe,
sabedoria e mansidão divina.
Olhos abertos e ouvidos atentos, que eu
não me esqueça de calar ainda.

A cada passo segue em frente, Pai, 
ao lado anjos e a mãe Santíssima,
não desampare e trazei a força e paz 
que eu necessitar nos dias.

Eu ando nas pegadas de meus pais,
felicidade encontrarei um dia, 
sob os conselhos árduos de minha mãe e a
mão tão sábia que afaga o rosto da menina.

Meu pai tão forte trilhou seu caminho,
entre os espinhos e rosas da vida.
Assim como ele, eu trilho também o meu,
com a mesma gana de ser alguém um dia.

Então suplico à Deus misericórdia, 
chuva de bençãos e a luz divina.
Para acender todos os meus caminhos,
na longa caminhada da minha vida.
4

De um domingo novo...

Passei um domingo sozinha. Completamente só, de amigos, parentes ou qualquer outro humano. Fizeram-me companhia vultos de sonhos não vividos, guardados, ocultos, e ainda sonhados. Um grande tempo passei deitada a olhar o teto pensando em quais os próximos passos a dar, se devo dá-los ou apenas parar. Pisquei três vezes e forcei um sorriso. Daqueles que desaprendi a sorrir. E saiu algo torto, cômico ainda que sombrio. No entanto esse esboço de ação moveu um pouquinho da esperança que restou dentro de mim, a mudar de novo. Impulsionar de novo alguns gestos de remo contrário. Afinal, lutando ou estando na inércia viver continua sendo doloroso. Então que se viva essa dor, pelo menos com dignidade.
0

Das pequenas reconciliações

Ele bateu à minha porta. Eu abri. Ficou parado me encarando por um tempo. Coçou a nuca, olhou para a porta do apartamento vizinho. Abriu a boca num gesto de balbuciar algo. Ele não tinha voz. Colocou as mãos nos bolsos da frente da calça. Eu continuei parada o encarando e pensando em fechar a porta, logo. Voltar aos meus afazeres noturnos de sentar e escrever versos. Em choque, inesperada visita aquela. Um fio de esperança de ouvir algo, qualquer coisa, apenas pra eu poder dizer “fica”. Então depois de um tempo ali, sem gestos, sem vozes, sem nexo, eu lancei meu olhar ao chão seguido de profundo suspiro. Quando o encarei de novo, decepcionada, o olhar dele apresentava um misto de súplica e dor. Fracasso. Ele sabia do fracasso. Então, eu fechei a porta. Mas algo me impediu. Ele segurava-a com o pé. Abri novamente. Ele repetiu o balbuciar sem som e me estendeu a mão esquerda como quem diz: “Vamos, me ajude a acabar com isso…”. Ignorei. E já furiosa, no repente que fiz de bater com aquele trinco, ele invadiu a entrada. E quando abri os olhos, saíamos de um apaixonado beijo no amanhecer da minha cama.
0

Plágio é Crime

MyFreeCopyright.com Registered & Protected



Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

copyright © . all rights reserved. designed by Color and Code

grid layout coding by helpblogger.com