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Mostrando postagens de Abril, 2013

Novidade!

Cliquem no menu "Autora" e curtam a nova página da blogueira Rayanne Nayara. Uma página somente de citações, para aqueles que gostam de compartilhar frases reflexivas, poéticas, ou simplesmente adoram citações!
Conheça a página:
+ "Confabulando com Raay"
Vai lá! E diz o que achou depois ;)

♫ "Domingo, eu NÃO vou ao maracanã..." ♫

♫ "Domingo, eu vou ao maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Vou levar foguetes e bandeira ..."♫ 

Esperem aí, companheiros! Não. Simples assim. Eu não vou ao maracanã.
Como é que eu posso ir assistir à uma partida de futebol se eu nem fiz a minha cama? Como assim? Ora, mas em que mundo vocês vivem?  Festejar? Festejar o quê? O salário altíssimo e absurdo dos jogadores do seu time enquanto você conta moedinhas no supermercado por ter economizado para comprar seus ingressos? Pois, se é de circo que você vive, tudo bem. Eu não. 
Tem uma lista quilométrica de equívocos, pendurada bem debaixo do seu nariz. E eu vou dar o meu cartão vermelho! Um só garanto-lhes que não é. É uma penca! Haja juiz para tanto cartão. 
Primeiro cartão: 

Aos hospitais públicos, que dispensam comentários e me livram de uma longa explicação já que está tudo muito bem escancarado. 
E é bom economizar saliva mesmo, porque eu sei que se falar demais também, ninguém irá escutar. Ou melhor, ler. Se é que os camara…

#XícaraVIP - 04 - Chega mais, Millôr!

Ah! As crônicas de Millôr...

Hoje com coesão referencial!  Snooker é um jogo de bilhar. Aqui, no presente caso, é o título de mais um texto de Millôr Fernandes.  E ainda que eu seja suspeita para falar (por apreciar as Millordices) é um texto muito genial e divertido. É um texto de coesão referencial (CLIQUE AQUI). Que não é chamado de snooker à toa, pois é justamente um texto de tacadas. Trata-se de uma forma escrita em que as informações são lançadas sem certa periodicidade. Eu digo-lhe uma coisa, que  fica subtendida à sua interpretação e logo depois de dizer outra coisa, esclareço a primeira. Complicado de entender assim, não é? Mas sem desespero! Dá uma lida no que é "coesão referencial" se você não sabe e verás uma luz. Tentei fazer um snooker e não ficou tão bom quanto ao do Lolô (Millôr. Lolô para os íntimos, admiradores desconhecidos como eu). Todavia, foi a primeira vez que fiz a tentativa e acho que não fui tão mal quanto pensei. O texto original Snooker, de Millôr…

#XícaraVIP - 03 - Chega mais, Millôr!

Um pouco mais de Millôr! Em '30 anos de mim mesmo', Millôr Fernandes faz uma viagem no tempo partindo do início de sua carreira, em 1943 - com apenas 19 anos - até 1972, quando já era um nome reconhecido nacionalmente com passagem pelos principais veículos da mídia impressa. Para cada ano, o escritor seleciono um ou mais textos e desenhos, publicados nos mais importantes jornais e revistas da época. O resultado é um almanaque pessoal, com registros das décadas de 1940 a 1970, sem, no entanto, cair no didatismo. A escolha de textos foi realizada a partir de diferentes formas de humor que o autor desenvolveu ao longo dos anos. Recortes instantâneos que permitem traçar uma reflexão artística e histórica de Millôr. (FONTE: LIVRARIA CULTURA) 
Selecionei para vocês mais algumas páginas muito legais desse almanaque pessoal de Millôr. A "Imprensa antes da Imprensa" não só é uma sátira ao fundamento dessa ideia, como também é uma visão própria do autor que demonstra a univers…

04 #Doce Infância - Gibis &Afins {02}

Eu sei que já indiquei o "Depósito do Calvin" na última postagem do "Doce Infância", mas eu queria muito compartilhar a seção 'personagens'!  *----*
Susie Dikens! Quem não a conhece? Gente!!! Ela é simplesmente a paixonite de infância do Calvin e posteriormente, eles se casam, com a nova versão "26 anos depois" dos irmãos Tom e Dan Heyerman. 
Não deixem de visitar TUDO no Depósito !

03 #Doce Infância - Gibis & Afins

Quando eu era apenas uma lagartinha borboleta, a leitura de gibis impulsionavam-me às leituras diversas. Devo à Turma da Mônica esse amor completo pelas letras e seus conjuntos.  Depois dos gibis, eu pegava os jornais para e deliciar com as tirinhas! 
Quem não gosta de uma boa tirinha? 
Eu amo!
Calvin&Haroldo é uma das minhas favoritas.  O garotinho inteligente e contestador, crítico e muito criativo. E seu inseparável tigre, Haroldo, que também servia-lhe como sua consciência. 
Enfim, o Calvin é querido por muitos em todo o mundo, e eu acompanho um blog super-hiper-mega-legal que decidi compartilhar com vocês: Depósito do Calvin . Tem tudo sobre os personagens por lá, entre livros (até para download), promoções, seções divertidas, TV Calvin, e várias tirinhas! 
Sem dúvidas, Calvin&Haroldo foi a série de quadrinhos que mais emocionou, principalmente em seu fim.  A última tirinha saiu em 31 de dezembro de 1995 e deixou não um "fim" categórico, mas sim, uma certeza de que Ca…

Para a felicidade bater à porta

Necessidades para a felicidade bater à porta:  Abrir os braços para a vida; Abrir os braços para a humildade; Abrir os braços para a tolerância; Abrir os braços para a mansidão; Abrir os braços para as lutas; Abrir os braços para as pequenas coisas; Abrir os braços para que as lágrimas caiam se necessário; Abrir os braços para a compaixão; Abrir os braços para o próximo; Abrir os braços para os sonhos; Abrir os braços para si; Abrir os braços para os aprendizados; Abrir os braços para a paz; Abrir os braços para o mundo; Abrir os braços para o amor; É só o amor. 




Sem Mais

LER, LER, LER                 LER, LER, LER
                  LER                     LER,    LER                      LER                         LER                         LER LER                         LER    
                       LER                               LER                             LER  
                   LER,                             LER,                           LER
                   LER,                                                             LER
                    LER                                                           LER
                      LER                                                    LER
                      LER                                             LER
                      LER                                      LER
                     LER                             LER
                    LER                       LER
                     LER                  LER
                     LER         …

Rosas Apenas

Deixou as rosas sobre a mesa e saiu do controle. E talvez se somente eu, esperasse, este buraco não estaria sob meus pés. Cada uma das flores dançavam na brisa, e suas pétalas caíam, caíam, caíam. E ali restava uma observação... Uma observação do profundo escuro abaixo de mim.
 O tempo, aquele traidor! Sempre esteve ao seu lado. O tempo não te empurra do penhasco e tudo à sua volta contribui a ti, e não é questão de preocupação.  Cada uma das flores dançavam na brisa, e suas pétalas caíam, caíam, caíam.  O brilho sumiu, sumiu, sumiu. Eclipse solar de almas amantes e medrosas.
Eu posso gritar, chorar , mas não vejo libertação. É um som surdo. É uma voz muda.  Bóio morta na superfície da minha pele.  Presa em bolhas que estourarão logo. 
Deixou as rosas sobre a mesa e saiu do controle. Saiu de mim, saiu da história, saiu do amor.  O amor é assim? Ele é tão cruel? O amor...  Desaparece e não deixa nenhum bilhete, somente rosas despetaladas.  Rosas apenas.

Indicação do mês : "Ninguém Escreve ao Coronel", de Gabriel García Márquez

"Ninguém Escreve ao Coronel" escrito por Gabriel García Márquez. Literatura Estrangeira - Literatura Latino-AmericanaSegunda Obra do autor!

A obra mais vangloriada de García é "Cem Anos de Solidão", cujo eu quero muito conhecer.  García é, um dos autores latino-americano mais traduzido e lido. Meu livro pertence à terceira edição, ano de 1973. É uma relíquia, e ouso acreditar que a resenha da contra capa feita pela "Livraria José Olympio Editora do Rio de Janeiro" ainda é muito atual, apesar das décadas passadas:
"Nenhum escritor latino-americano é tão lido hoje no mundo quanto Gabriel García Márquez. Os seus livros  estão traduzidos praticamente para todas as línguas, sucedem-se estudos e análises críticas sobre eles, surgem reedições a cada mês. Seus personagens "conversam" como se fossem pessoas de verdade porque são reflexo das angústias e dramas de um continente que somente agora, pouco a pouco, começa a impor respeito a outros povos (.…

A Garota da Jaqueta

Pode ser que ela fosse apenas uma garota comum. E era. Mas tinha algo mais. Algo que só eu percebia. Resultado de muito tempo observando-a, até digo que foram anos em contemplá-la. Não era por paixão. Não era por amor. Não era por inveja. Não era somente por admiração. 

Eu observava-a sempre, por uma força interna inexplicável. Uma conexão de almas e mentes. Como se fôssemos almas gêmeas. Então pode-se dizer que era por muitas coisas, mas somente bons sentimentos.
Nós somos uma dualidade, só que ela não sabe. Ou saiba, mas assim como eu resolveu manter esse segredo. 

De todas as vezes que eu olhava-a, a sensação era ótima, contudo em certo tempo passou a ser desesperador apenas olhar e não chegar perto. Passou. Depois tornou-se sufocante notar que ela notava-me e mantinha-se distante, assim como eu, seguindo sua vida. Mais algum tempo e a monotonia apoderou-se da situação. 
Tornou-se um paradigma entre nós: cruzar olhares e sorrir. Com ou sem vontade. Ritual, cotidiano, e tudo como se amb…

#XícaraVIP - 02 - Chega mais, Millôr!

Ainda folheando os "Trinta anos" de Millôr encontra-se um diálogo estupendo! Magnífico! E embora publicado em 1951, pelo jornal Cruzeiro, na coluna PIF-PAF, eu ousaria dizer que demonstra certa "atualidade". 
Por Millôr Fernandes,  Papo com a Lei 

“Porque se diz que nossa polícia não tem qualquer sentimento de justiça sendo, ao contrário uma força de coerção terrível, transmitimos aqui esse diálogo alto e esclarecedor. Polícia – Fale. Nós – Bem, o que faz você? Polícia – Algumas vezes cumpro meu dever. Nós – Que é isso? Polícia – Bem… Por exemplo, controlo o tráfego. Nós – Ah, você é aquele? Já o vimos uma vez – apita, levanta a mão, faz parar a cavalhada. Exato? Polícia – Isso. Nós – Não é justo. Polícia – Como? Nós – Deter o tráfego. Os industriais fabricam os carros para corres e os automobilistas compraram o carro porque ele faz 120. Que direito você tem de deter em sua beleza de velocidade essas máquinas que foram feitas só para correr? Em toda parte vemos a mesma força de…

#XícaraVIP- 01 - Chega mais, Millôr!

Millôr Viola Fernandes (16 de agosto de 1923 - 27 de março de 2012) foi um cartunista, jornalista, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e poeta brasileiro. Nasce no Rio de Janeiro, em 1923, filho do engenheiro Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes.
Leia mais na fonte: Pensador
Em suma, Millôr era o cara. E eu o admiro muito. Então acho que em poucas e humildes palavras: "Eu quero ser um tipo meio Millôr quando crescer!" 
Assim, como tantos outros tipos nos quais eu busco me espelhar!

O novo "quadro" digamos assim, do Xícaras é o "#XícaraVIP" onde tentarei falar dos grandes autores de que adoro. E nessa estreia destaca-se um livro do Millôr que ganhei (o primeiro, inclusive). 

APRESENTO-LHES: "Trinta anos de mim mesmo".

O livro, traz nostálgicas publicações de Millôr, nos jornais em que trabalhou e algumas das suas crônicas. E que tipo de blogueira seria eu, em omitir meus pensamentos e algumas dessas páginas? Lógico que eu não irei lhes…

Carro roubado uma vez é tenso, duas já é palhaçada!

Então a boa nova que me rende uma crônica nesta semana é a pataquada* a qual somos subordinados quando precisamos de um serviço público como a segurança policial. As reportagens noticiaram o furto duplo de um mesmo carro, no mesmo dia e pelo mesmo artista das margens sociais. 
De manhã, no bairro da Penha, um senhor de classe média trabalhador brasileiro (cá sabemos o respeito que essas pessoas merecem por tamanho o seu heroísmo de sobreviver ao dia-a-dia) abre a porta de sua casa em direção ao seu carrinho. Conforto que, sem sombra de dúvida, deu duro para comprar! Qual era o destino desse personagem? Preparava-se para mais um fatigante dia de trabalho, mas eis que é abordado por uma dessas pessoas, que eu ainda insisto em não entender os motivos de certas escolhas, que teve a magnífica ideia de surrupiar o carro do cidadão. 
Pera lá! Isso hoje em dia é natural! Nós é quem temos que nos proteger e evitar essas situações! Pois eu bem os digo, que não é nada natural. Tornou-se parte da v…