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Um pote de crenças! Possíveis!

_ Um pote de crenças palpáveis, por favor. - Dizia sorrindo e batendo o pé no chão.
_ Desculpe, como?
_ Você sabe! Algo em que eu possa acreditar sem o medo de ter uma ilusão. - Gesticulava esbaforidamente as mãos enquanto falava.
_ Eu realmente não entendo o que você quer dizer senhorita.
_ Espere! Tenho lápis e caneta. - Remexeu a bolsa no chão procurando os itens, enquanto os demais presentes olhavam-na perplexos.
_ O quê está fazendo moça?
_ Espere, falta pouco... - Com caneta e papel na mãos pôs-se a desenhar.
_ Prontinho ! Veja :

















_Isso realmente parece um pote, mas ainda não entendo-a.
_ Sabe ler?
_ Ora, mas é lógico senhorita! - O homem constragia-se com toda a situação e ainda mais com a menina à sua frente.
_ Então leia. Como pode ler e não entender? - Tinha olhos desesperados e curiosos.
_ Eu entendi muito bem o que está escrito! Não entendo essa conversinha lunática da senhorita em pedir-me um pote de crenças, possibilidades ou sei-lá-o-quê.
_ Porque está zangado? Quem não conseguiu o pote fui eu! - A moçoila guardava novamente suas bugigangas com aparente estresse.
_ Oras, eu não tenho tempo para loucuras!
_ E talvez esse seja seu maior problema. - Olhou o homem com frustração.
_ Vamos moça, se não for comprar nada que há na loja saia, por favor, tenho muitos afazeres!
_ Eu continuarei procurando. Passe bem. - Saiu correndo e abanando as mãos se despedindo.

Seguiu de loja em loja pedindo seu pote de crenças e em todas que visitara a situação repetia-se: olhavam-na como se estivesse louca. 
Parou então no meio da praça e observou em sua volta. Enxergou tantas coisas, vivas e mortas. 
Continuou a andar apressada fitando o próprio relógio. E quando perguntavam-na se ela estava bem, se precisava de ajuda respondia : "Sabe onde encontro algum pote de crenças? Mas devem ser verdadeiras!" sendo deixada sempre a falar com a brisa. 
Apressada passou em frente um espelho e voltou alguns passos atrás parando frente a ele. 
Admirou seu reflexo como se fosse a primeira vez que visse a sua imagem, seu rosto iluminou-se de travessura e molecagem. Ela tinha algo em mente.
Entrou em outra lojinha onde encontrou um potezinho de louça que dizia: Acredite. Comprou-o saindo feliz e vagarosa. Havia encontrado seu pote, só dependeria agora de enchê-lo de suas crenças reias e de todas as suas possibilidades futuramente alcançadas.

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