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Os homens não são de Marte.

Ilógico dizer que à Marte eles pertencem, pois de Marte já conhecemos tanto e deles, falta muito. Embora às vezes previsíveis digo que, previsíveis somos nós mulheres. Um ou outro destoa. Um ou outro fala nossa língua. 
Um ou outro são moldados em baú de ferro, do qual nada se pode tirar. E não existe para uma mulher nada pior do que, a não compreensão do outro. Àqueles homens que não entendemos, não compreendemos, que carregam o mistério na alma, tensão no olhar e despertam nossa curiosidade só há algo a dizer: Saturninos. Pois incompreensíveis são seus anéis formadores de uma barreira transparente que nos impede de aproximar. 
Julgo neles, a razão de tais obstáculos estar intrínseca num desejo de terra inabitada e, de solo infértil que os mesmos promovem. Vinculado ao medo do estranho (que somos nós). 
De Marte somos nós. De nós tudo sabem. E mesmo sabendo tudo ou quase, a teimosia de chamar-nos desconhecidas permanece. Os homens não são de Marte. Os homens são de Saturno, envólucros por seus anéis. Mas há alguns, que saltam de planeta em planeta até chegarem a nós. E no meio do caminho abandonam suas camadas. Chegam transparentes e dispostos a nos deixar conhecê-los, já que de nós sabem mais. Porém, nem todas estamos preparadas para tanta sinceridade e continuamos a buscar compreender os homens escondidos em suas poses, caras e bocas. Os medrosos, omissos, e fujões. Os Saturninos que dispensam adentrar num foguete para explorar novos planetas. 
Ah Saturninos, se notassem que tua terra inabitada deveria se unir à nossa. E que teu solo junto ao nosso não tem absolutamente nada de infértil. E que temer-nos é bobeira, pois o estranho não somos nós, mulheres. Estranha é a comunicação que entre nós falta. Ah se notassem... Tão bem explorado seria o amor.

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