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Das muitas expressões que você tem...

Talvez eu nunca tenha comentado entre meus muitos poemas e textos, o quão me cativam um sorriso largo de olhar pequeno. E com certeza eu também nunca o disse a ninguém.
Quando você começa a abrir aquele sorriso tímido que vai esticando o cantinho da boca, de um lado em forma teimosa de negar sorrir, eu confesso que é impossível não sorrir da mesma forma. Confesso também que é uma forma de fazê-lo se soltar. Mas gosto mesmo de manter o olhar observativo sobre esses sorrisos e estes olhares que você abaixa tentando esconder o que se passa na sua mente. É de um lado predador meu, natural e inconsciente. 
E quer saber como você me quebra? Quando mantém o sorriso de canto e levanta os olhos para me encarar, e dizer algo que só eu entenda através dessas íris castanho-esverdeadas. 
Nesse momento, eu perco a voz e enrubesço. E fico totalmente desarmada quando por fim, você completa o sorriso cheio de dentes e espreme os olhinhos. Sim, isso me mata. E é aí que você vence. É esboçando essa feição que você zomba de mim, mentalmente dizendo: "Te peguei!".

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