26 abril, 2013

#XícaraVIP - 04 - Chega mais, Millôr!


Snooker, à lá Rayanne



AH! As crônicas de Millôr! *-* 

Hoje, com coesão referencial !

Snooker é um jogo de bilhar. Aqui, no presente caso, é o título de mais um texto de Millôr Fernandes.  E ainda que eu seja suspeita para falar (por apreciar as Millordices) é um texto muito genial e divertido. É um texto de coesão referencial (CLIQUE AQUI)Que não é chamado de snooker à toa, pois é justamente um texto de tacadas. Trata-se de uma forma escrita em que as informações são lançadas sem certa periodicidade. Eu digo-lhe uma coisa, que  fica subtendida à sua interpretação e logo depois de dizer outra coisa, esclareço a primeira. Complicado de entender assim, não é? Mas sem desespero! Dá uma lida no que é "coesão referencial" se você não sabe e verás uma luz. Tentei fazer um snooker e não ficou tão bom quanto ao do Lolô (Millôr. Lolô para os íntimos, admiradores desconhecidos como eu). Todavia, foi a primeira vez que fiz a tentativa e acho que não fui tão mal quanto pensei. O texto original Snooker, de Millôr pode ser lido clicando aqui



Snooker, à lá Rayanne.



  Outro dia, eu cheguei em casa e observei que havia uma deliciosa sobremesa à minha espera. Sendo assim matei-a à vassouradas. Refiro-me à enorme aranha que encontrei pendurada no teto. Em seguida a engoli, ainda que não devesse, saboreando o leve derreter em minha boca. Estou falando da sobremesa.  Um pouco depois me livrei dela no banheiro, e toda a sujeira do dia de trabalho, da qual estou falando, escorreu pelo ralo, no banho que me deixou novo. Mas ela levou a minha aliança de casamento. A minha mulher. Achei tê-la perdido. A aliança na pia do banheiro. Então saí e encontrei-a nas mãos de outro homem. Minha mulher, que abraçava ao meu cunhado. Ele disse-me que a levaria para dar um trato. Falo da aliança. Enquanto conversávamos minha filha chegou e tascou-lhe uma beijoca na boca. Seu namorado me olhou apreensivo e eu meti-lhe dois tapas bem acertados. Aquela mosca voando nos incomodava. Pedindo que se comportasse em respeito à família, eu a levei para cozinha em minhas mãos. E ali a minha filha ficou a ajudar a mãe. Meu cunhado falava de política e o rapaz, namorado de minha filha, ficava irritado. De repente deparei-me com ele bem gordo e morto na mesa, e meu cunhado atacou-o arrancando-lhe um pedaço da pele com a faca. O leitão assado parecia mesmo muito apetitoso. Comeu pouco e saiu agradecendo montado na motoca deixando-a aos suspiros. Falo do namorado. E da minha filha. Abracei-a pela cintura e tasquei-lhe uma beijoca na boca... De minha esposa é claro. Levei meu cunhado para casa com a minha belezinha no bolso. Nem me preocupei muito, pois na manhã do outro dia ela seria-me entregue. Meu cunhado deixaria a minha aliança, polida, em meu escritório.

É isso gente ^^' Never que ficaria tão bom quanto ao do Millôr, por tratar-se do meu primeiro texto assim, entretanto dá para engolir não é?