24 março, 2013

Ondas De Ninguém


       Vejo a luz fraca ao por do sol e é inútil se conter em não relembrar momentos de antes tão leves e agora tão pesados, sufocados.
          Um barco aportado sobre a areia e eu aceno aos fantasmas da minha alma quase plena que riem do caos e da confusão da multidão de gritos abafados.
          A tarde cai sobre a minha solidão como um véu de seda, pianos tocando internamente como rojões que estouram a calmaria.
           O amor embaraçado de um compositor apaixonado que não quer futuro. Quer paixão. E no meio do silêncio a onda vai, a onda vem. Quem será que ela traz?
           De quem serão essas ondas minhas? Ninguém pode tê-las?