07 novembro, 2012

Estrada, longíqua estrada.


Estrada, longíqua estrada. Para onde tu vais posso ir? Tens fim? O que há na saída de suas faixas?
Esse deserto ao seu redor, eu anseio. A sensação da liberdade, dos descompromissos. 
Me traga esse horizonte todos os dias! Como se eu dormisse dentro de um carro e acordasse com o Sol no pára-brisa, ali tão perto e tão longe no meu horizonte.
Estrada, longíqua estrada. Tu és tão solitária quanto eu. Poderíamos conviver no mesmo espaço?
Eu poderia pisar no seu concreto gasto?
Ainda que eu a busque, buscando nada, buscando tudo, buscando dentro de mim alguma pedra que lhe falte, promete-me que para sempre à frente me levarás? Sem nenhum semáforo ou pedágio? Sem nenhum abismo?


Por, Rayanne Nayara.