07 novembro, 2012

Copinhos em série.

Eu não estava lá quando foram criados, alimentados e distribuídos. Todos receberam o mesmo selo. Ainda que houvesse neles um rabisco diferente, algumas caligrafias inexpressíveis, legíveis, tortas ou corretas, com cores diferentes, todos receberam o mesmo selo. Em seu interior, alguns trazem café. De cheiro forte e oponente. Outros contém leite, cheiro fraco, textura mais densa, meros "amenizadores" . Uma outra parte é composta pela mistura de ambos, uns com mais outros com menos. E que curioso! Tem até alguns que são enviados ao meio dos outros, sem nada conter por dentro . Contudo, todos receberam o mesmo selo. Há um comandante muito maior em torno disso tudo. Um comandante do qual eu desconheço a figura, mas que persegue o meu copinho. E apesar de serem todos guiados por ele, eu deposito confiança em cada um desses copinhos, cheios, vazios ou meio-a-meio. Esses copinhos se movem, na grande parte sem serem controlados, e pensam na grande parte com um chip detectável por seus capitães ocultos. O meu copinho é magnetizado por alguma coisa no fundo do mistério da terra que determina o que ele faz. Não é escravo, mas também não se enche sozinho. Ainda assim, eu tenho fé em todos os copinhos. Copinhos variados, copinhos-pessoas.

Por, Rayanne Nayara.