03 junho, 2012

Iludidos




Quando você disse "Te amo" acreditei verdadeiramente.
Eu sorria a cada conversa nossa pela internet e ansiava o nosso reencontro.
Como esquecer daquele filme ? 
Ali concretizou-se um sentimento já iniciado.
As nossas mãos se tocaram ao pegarmos pipocas, e olhamo-nos cúmplices e nada precisava ser dito.
O choque de nosso contato falou por si só. 
Então naquele abraço apertado, aconcheguei-me a seu peito, admirando o momento, com olhos vidrados no telão cinematográfico. Eu nem sabia mais o que eram aquelas imagens, apenas sentia seu perfume, e seu beijo em meus cabelos. 
No fim da tarde nós dois no ponto de ônibus, beijando-nos debaixo da chuva abraçados. Que proteção você me passava.

Agora  vendo-o tão feliz com ela, eu não consigo acreditar que tudo valeu apenas para um lado. É como se eu estivesse jogando uma partida de futebol, de uma pessoa apenas. Um jogo sem vibração e sem torcida. Torço muito pela sua felicidade. Porém é irrefutável a minha dúvida: "Por quê? Há justificativas para suas mentiras ? Qual a sensação de iludir alguém ?"
Tu és iludido em pensar que não houve sentimentos e eu fui iludida em pensar que os mesmos existiram.
E se na minha inocência e sinceridade aceitares o conselho : Não digas novamente que amas, se a coisa amada, para ti, for insignificante .