16 dezembro, 2011

Brilho de Sol Reluzente.








Eu nunca quis entender e ainda não entendo.
Não sei qual é a função do amor.
Meu coração já partiu-se muitas vezes.
É uma sensação horrível.

Cordões de sentimentos e histórias inacabadas estão amarrados aos meus pés.
Eu não sei porque ainda tentar.
Arrastar-se não é melhor. Seguir o destino é uma boa opção.
Não ligar para a solidão também, embora seja uma sensação horrível.

Algum dia eu sorri.
Tinha alguém ao meu lado se não me engano.
Eu sempre me perguntei :Quando terei meu dia solar?
Meu dia solar. Você sabe o que é isso?
Sabe decifrar meus olhares?
Quantas formas de sorrir eu tenho?

Hoje eu percebo que eu sou meu próprio brilho de  sol reluzente.
Só de mim depende o meu ultravioleta radiante.

Nem me venha com conversas exacerbadas sobre sensibilidade.
Ninguém sabe mais sobre esse assunto do que eu.
Apenas conclua que eu sou uma pedra fria por fora, quente por dentro.
Dura que com apenas um toque mal dado pode se esfarelar.

Nada além dos rios de mágoas passadas podem levar a minha lembrança ruim de quando
eu não tinha a resposta . Sobre quando eu teria meu brilho de sol reluzente.


Eu sempre sonhei ser um raio de sol, mas eu sou a neblina.
Eu sempre sonhei ser o sonho, mas sou o pesadelo.
Eu sempre sonhei ser a água, mas eu sou a sede.
Eu sempre preferi ser as lembranças, mas eu sou apenas à máquina fotográfica que as registra.
Isso é, para os outros eu sou assim.


Por enquanto para mim, eu sou meu próprio brilho solar reluzente.
Talvez eu espere pelo dia em que alguém vai aparecer, e essa pessoa gostará de
neblina, pesadelos, sentir sede e apenas registrar os fatos. E acima de tudo, essa pessoa,vai gostar de dias ensolarados.